Novos desafios que as empresas de fintech terão que superar

Novos desafios que as empresas de fintech terão que superar (entre eles escalar KYC e AML, comparar com modelo atual)

A tecnologia está cada vez mais presente em nossas vidas, buscando sempre se inovar e nos fornecer os melhores benefícios, tanto em questões simples do dia a dia, como em questões mais precisas e complexas. Nessa perspectiva, um novo tipo de empresa nasceu no mercado a fim de trazer melhor comodidade e agilidade para os consumidores, são as chamadas empresas de fintech.

Fintech vem da junção de Finanças e Tecnologia, são empresas que oferecem serviços financeiros diferenciados pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia em junção com a internet. A princípio, não vê-se muita diferença entre esse serviço e os já oferecidos pelos bancos, mas, em uma fintech, a tecnologia é utilizada, fundamentalmente, para trazer facilidade por meio da inovação. As empresas do ramo buscam criar metodologias, ferramentas e processos que facilitam o acesso aos serviços financeiros.

O resultado de todos os esforços e inovações aparecem nos benefícios gerados para os usuários como a praticidade, custos baixos, burocracia reduzida e maior controle sobre as operações financeiras.

Fintech e as Startups

Com o tempo, fintech passou a nomear a porção de startaps responsáveis pela criação de inovações de serviços financeiros, cujos processos baseiam-se em tecnologia. Normalmente, criam novos modelos de negócios, como conta corrente, cartão de débito e crédito, empréstimos pessoais e corporativos, pagamentos, além de investimentos e seguros. Exemplo desse novo modelo é o NuBank, que a cada dia ganha mais espaço no mercado.

Segundo pesquisa realizada pela empresa Venture Scanner, referência no assunto startaps, até dezembro de 2015, 1.406 fintechs atuavam no mercado. A maior parte delas surgiu há sete anos, não por coincidência, depois da crise mundial de 2008. Em 2014, por exemplo, elas foram responsáveis por captar US$ 29 bilhões com fundos de investimentos e, de acordo com o Goldman Sachs, grupo financeiro multinacional, US$ 4,7 trilhões foram para as fintechs, recursos que antes seriam destinados aos bancos convencionais.

A prova definitiva do poder desse novo modelo ocorreu em 2014, quando o Lending Club, cujo principal serviço é conectar via internet pessoas que demandam recursos com aquelas que desejam ofertar, fez a maior oferta pública inicial de ações do segmento de tecnologia.

Duarte Carvalho, sócio da empresa de auditoria Ernst & Young (EY), afirmou que hoje, os bancos estão sofrendo ataques múltiplos das fintechs, seria como um cardume de peixes pequenos tirando pedaçinhos de um tubarão. A palavra de Carvalho e os números apenas provam que esse novo modelo veio para ficar e sua prospecção é ampla. Há grandes desafios para se enfrentar, mas nada que impeça o seu desenvolvimento.

Desafios

Um dos principais desafios das empresas de fintech está relacionado com a credibilidade de seus futuros clientes. Questões de inadimplência e análise de crédito devem ser analisados. No Brasil, por exemplo, metade da população está negativa, ou seja, possuí alguma restrição financeira, o que dificulta a abertura de contas, obtenção de financiamentos e empréstimos.

Atualmente, os bancos utilizam a regulação Know your Customer (KYC), na qual cada instituição deve estabelecer um conjunto de regras e procedimentos com o objetivo de conhecer o seu cliente, principalmente as origens de seus recursos e constituição de seu patrimônio. Há a necessidade de identificar, documentar e comprovar a autenticidade antes de qualquer contrato.

O KYC tem como objetivo mitigar o risco dos bancos e proteger seus sistemas e plataformas, diminuindo a possibilidade das instituições se tornarem vítimas de crimes e fraudes financeiras, como o Money Laundering, processo de transformação de “produtos do crime e corrupção” em ativos aparentemente legítimos.

Há ainda a prática do Know your Employee (KYE) e Know your Partner (KTP), que visam também a segurança da instituição. Há diversos casos em que os próprios funcionários estão envolvidos nos casos de fraudes e roubos, ou seja, os riscos são endógenos e exógenos. Há ainda os riscos que envolvem a relação entre os sócios. Logo, vê-se a necessidade da utilização das três regulamentações.

Os regulamentos que gerem o KYC, KYE e KYP possuem vários processos que os tornam complexos, extensos e custosos, dificultando sua eficácia. Logo, aplicá-lo em empresas fintech não seria viável. Isto posto, essas empresas precisam de sistemas que façam o levantamento de dados de uma maneira rápida e eficaz.

Já existe no mercado empresas, como a Idwall, que auxilia no processo de análise de dados como, por exemplo, o gerenciamento de riscos para abertura de contas online e offline, cadastro de novos parceiros e fornecedores, e anti-fraude. Análises de KYE e KYP podem ser realizadas de forma eletrônica e automática por meio do cruzamento de dados através de APIs e bancos digitais. São processos realizados que possibilitam a atualização constante dos dados.

Fontes:

http://economia.ig.com.br/2016-04-13/inadimplencia-41-da-populacao-brasileira-esta-negativada.html

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-04/inadimplencia-cresce-75-e-brasil-tem-58-milhoes-de-pessoas-negativadas

http://epocanegocios.globo.com/Dinheiro/noticia/2016/01/o-fenomeno-fintech-nova-leva-de-startups-que-invadiram-o-sistema-financeiro.html

http://insights.venturescanner.com/category/financial-technology/

Loading Facebook Comments ...