O que é onboarding digital e como as regtechs facilitam esse processo

Você sabia que os gastos com tecnologia para o cumprimento de obrigações regulatórias devem crescer de 4,7% para 34,3% até 2022? Isso representa um total de US$ 76,3 bilhões, segundo dados de uma pesquisa realizada pela consultoria Juniper Research.

Com a maioria de suas soluções desenhadas para o processo de onboarding digital, as regtechs auxiliam empresas com o cumprimento de obrigatoriedades regulatórias, como o KYC (Know Your Customer) e o AML (Anti-Money Laundering).

Mas como exatamente isso acontece? Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

O que é onboarding digital

O processo de onboarding digital começa quando um proponente se aplica para um produto ou serviço. No Brasil, alguns processos regulatórios impedem que esse procedimento seja 100% digital em determinados segmentos.

Atualmente, o Banco Central flexibiliza iniciativas como concessão de crédito e abertura de conta corrente digital. Mas, ainda assim, a maioria das instituições financeiras apenas inicia o processo de onboarding por esse meio. Dessa forma, para ativação do serviço, o usuário precisa comparecer à agência ou ao caixa eletrônico.

Essas restrições acabam sendo prejudiciais para a nova geração de fintechs e serviços digitais prestados por grandes organizações financeiras. Afinal, são instituições que necessitam do onboarding digital para o crescimento exponencial da base de clientes.

Para ganhar mercado, novos serviços financeiros devem convencer o consumidor de que são diferenciados dos bancos tradicionais. Além disso,precisam oferecer um processo de adesão que facilite a aceitação por parte do proponente.

Se os processos para adesão de serviços de um banco digital forem extensos, é grande a probabilidade de o consumidor não chegar ao final dos formulários. Saiba abaixo como as regtechs têm mudado esse cenário!

Como as regtechs revolucionam o mercado de onboarding digital

Soluções que auxiliam no processo de cadastramento digital de novos proponentes significam mais benefícios para o consumidor, para o negócio e para os reguladores.

No caso do consumidor, pode-se observar uma redução significativa no volume burocrático de etapas envolvidas na contratação de um serviço financeiro. Consequentemente, essa mudança impacta positivamente na diminuição de tempo e esforços por parte do usuário.

Para o negócio, a vantagem está no menor gasto com pessoal de suporte e atendimento ao consumidor, além do espaço físico. Os reguladores são os responsáveis por ditar as “regras do jogo” quando se trata de procedimentos de KYC e AML.

A digitalização do processo de onboarding ainda contribui para uma maior agilidade no reporte de informações entre organizações e reguladores. Assim, você garante o compliance e a regularização das atividades.

Apesar das vantagens em comum, os interesses de clientes, organizações e reguladores nem sempre são os mesmos. Enquanto isso, as regulamentações de KYC ao redor do mundo são diferentes, ocasionando uma série de divergências especialmente em operadores do setor financeiro.

Algumas das maiores reclamações envolvem a falta de transparência, a contrariedade e morosidade do regulador, que acabam ficando no caminho da oferta de serviços com adesão digital. Essa situação também impacta negativamente o consumidor, que sofre com processos lentos e burocráticos de cadastro.

Mas há uma forma de alinhar os interesses do consumidor, das organizações financeiras e dos órgãos reguladores! Para começar, identificar os pontos de cada parte envolvida é fundamental para entender o desencadeamento de um processo mais fluido e ágil.

Conheça o seu cliente

Para que o processo de onboarding digital seja completo, não basta apenas oferecer uma experiência eletrônica para o seu cliente. Também é preciso que a sua organização esteja resguardada contra eventuais fraudes de identificação de usuários.

Cadastrar novos clientes requer um esforço cada vez maior para barrar práticas de lavagem de dinheiro e corrupção. Por isso, as regtechs trabalham para reduzir o impacto dos requerimentos de due diligence no onboarding.

Além de ajudar corporações a reduzir o tempo gasto na verificação de proponentes e aceitar mais clientes, elas auxiliam no cumprimento de exigências regulatórias e mitigam riscos.

Futuro da colaboração e inteligência digital

O cadastro digital e a verificação da identidade de um usuário são maiores do que as regtechs. Afinal, os clientes continuam demandando contato humano para o onboarding de determinados serviços financeiros.

Entretanto, para organizações e órgãos reguladores, as soluções das regtechs estão destinadas a crescer em importância. Isso acontece graças a sua capacidade de diminuição de custos e cumprimento de obrigações regulatórias. Nesse contexto, há um alinhamento de interesse entre o consumidor, as corporações e os reguladores.

Viu só? Ao investir na inovação no processo de onboarding, você ganha velocidade e consegue aceitar mais clientes. E o melhor é que tudo isso acontece de maneira ainda mais segura, o que garante também o compliance de obrigatoriedades regulatórias.

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