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Compliance: qual é o cenário para 2019?

by Mariana González
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O conceito de compliance é cada vez mais importante dentro das empresas, e em 2019 não será diferente. Estar compliant vai ser ainda mais importante graças a regulamentações como a brasileira LGPD e a GDPR, da União Europeia, leis que visam a proteção e a privacidade de dados pessoais.

Enquanto isso, os indivíduos também apresentam uma maior preocupação com questões relacionadas à segurança de seus dados, assim como uma tendência a preferir empresas que demonstrem agir de forma ética e consciente em relação a diversos aspectos, como lavagem de dinheiro, corrupção e privacidade.

Nesse contexto, é fundamental preparar-se para os pontos relacionados ao compliance que mais terão destaque em 2019. Conheça os principais deles e veja como sua empresa pode se preparar.

1. Importância da privacidade de dados

A conscientização da sociedade quanto à privacidade de seus dados pessoais é crescente, e as empresas precisam acompanhar essa tendência para que os clientes e consumidores continuem confiando nelas. Mais do que nunca, erros e problemas nesse sentido, como o vazamento de informações privadas, serão um baque à reputação da companhia.

Isso está relacionado à implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Mesmo entrando em vigência apenas em 2020, é fundamental que os negócios aproveitem esse período justamente para se prepararem para a nova legislação, que traz diversas demandas e necessidades para as organizações.

É preciso considerar ainda a General Data Protection Regulation (GPDR), lei europeia que entrou em vigor em maio de 2018 e que serviu de base para a LGPD brasileira. É possível que ela atinja também a sua empresa, pois as regulamentações da GPDR são obrigatórias para qualquer organização que armazene dados de cidadãos da União Europeia — o que pode ser o caso de alguns dos fornecedores, clientes ou parceiros do seu negócio.

Hoje, é preciso enxergar a privacidade como parte intrínseca de qualquer projeto, e não como um adicional. Nesse sentido, o compliance pode ser relacionado ao conceito de Privacy by Design, ou privacidade desde a concepção.

2. Implementação de programas internos de conscientização em compliance

Sugestão da própria LGPD, a implementação de programas internos de conscientização em compliance é fundamental para estabelecer esse como um objetivo de toda a empresa, e não apenas dos responsáveis diretos por ela.

Mesmo que sua empresa terceirize parte das (ou todas as) demandas de compliance, estar compliant vai muito além dos processos diretamente relacionados a isso. A colaboração de todas as equipes é imprescindível para que as estratégias deem resultado e para que o compliance torne-se parte intrínseca do dia a dia da organização.

Trabalhar a conscientização permite que cada colaborador entenda melhor a importância de a empresa ser compliant e o papel que o seu trabalho exerce nisso, mesmo que indiretamente. O resultado são esforços mais certeiros e mais próximos das estratégias do negócio.

3. Processos de KYC e AML

No cenário de compliance, o ano de 2018 foi pontuado por discussões sobre corrupção e lavagem de dinheiro, entre outras questões relacionadas a processos de KYC (Know Your Customer) e AML (Anti-Money Laundering).

Em 2019, a importância de conhecer a fundo o seu cliente, fornecedor ou parceiro continua forte. Afinal, apesar de ser algo que traz diversas vantagens operacionais e competitivas, tratam-se de leis e regulamentações obrigatórias.

Atualmente, percebe-se também uma valorização da ética — e o compliance é parte integrante disso. Para entender quais riscos são mais prováveis de aparecer na sua empresa, vale a pena realizar uma análise de riscos para, então, elaborar estratégias preventivas.

4. Investimento na gestão de crises

O próximo ponto é uma resposta direta principalmente ao item anterior. Se a privacidade e a segurança digital são preocupações crescentes na sociedade, isso leva a um cenário em que falhas e incidentes relacionados a isso tornam-se ainda mais impactantes para a reputação e a força de uma empresa.

Em 2018, escândalos relacionados ao vazamento de dados foram frequentes, como o que aconteceu no Facebook, o que elevou o nível de preocupação com isso. Portanto, em 2019, o cenário de compliance deve fortalecer a gestão de crises nas organizações.

É preciso saber lidar de forma proativa, ágil e eficiente diante de quaisquer questões de segurança digital, especialmente as relacionadas ao vazamento de dados pessoais dos clientes, colaboradores, parceiros etc.

5. Fortalecimento da automação

Diante de tantas demandas que precisam ser reforçadas ou implementadas nas empresas que desejam obedecer aos devidos compliances em 2019, a automação é uma escolha de cada vez mais organizações.

Muitos dos processos relacionados a compliance podem ser automatizados, como os de KYC e de AML, a verificação de identidade e a validação de documentos. Justamente por causa da crescente importância do compliance, o mercado também cresce para empresas especializadas em fornecer automação para negócios de outros setores — que, então, podem direcionar seus esforços para o core business.

Como mostramos, há muito o que trabalhar em relação ao compliance em 2019. Diante desse cenário, é importante lembrar-se que, especialmente com a implementação próxima da LGPD, ser compliant é cada vez mais importante para as empresas que querem crescer de forma saudável e bem-sucedida.

Quer entender melhor os impactos da Lei Geral de Proteção de Dados? Aproveite para conferir nosso post sobre os 5 desafios da proteção de dados pessoais com a LGPD.

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