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O que podemos esperar do mercado de RegTech no futuro?

by Karina Menezes
o que esperar do mercado de regtech no futuro

Por muito tempo conhecidas como subdivisões das FinTechs, as RegTechs conquistaram sua fatia do mercado e têm visto seus negócios expandirem nos últimos anos, impulsionadas pelos avanços na regulamentação cada vez mais rígida do mercado financeiro.

Além disso, a crescente discussão sobre segurança de dados pessoais e as novas leis sobre o assunto têm exigido soluções mais complexas para que as empresas se adequem a esse cenário.

Como ocorreu o processo de evolução das RegTechs e o que esperar desse mercado nos próximos anos?

A evolução das RegTechs

Um estudo realizado pelo CFA Institute, instituição global integrada por profissionais da área de investimentos, aponta que a evolução das RegTechs passou por dois grandes momentos para acompanhar as atualizações constantes do mercado.

O primeiro deles vai da década de 60 até 2008, intervalo em que houve o boom e globalização das organizações financeiras. Esse foi o período em que, crescendo em larga escala e de forma desenfreada, as empresas precisaram combater os desafios regulatórios de forma mais agressiva. Foi também quando começou a conscientização em investir e escalar as equipes e áreas de compliance.

O segundo momento emergiu após a crise de 2008, a partir da necessidade de medidas regulatórias mais rígidas que evitassem novos riscos sistêmicos — por isso surgem as regulamentações de KYC e AML. Para atender a essas leis, as RegTechs adotaram novas tecnologias para digitalizar e tornar mais seguras as operações financeiras.

Também chamada de RegTech 2.0, essa era é marcada pela grande utilização e troca de dados, fortalecimento de cibersegurança e facilitação da regulação macroprudencial, que são as medidas adotadas para mitigar riscos do sistema financeiro.

De 2019 até o futuro: o que esperar do mercado de RegTech?

Nomeada pelo CFA de RegTech 3.0, a nova era desse mercado deve ser marcada pelo desenvolvimento de soluções para lidar com conceitos como soberania de dados e governança de algoritmos.

Nesse cenário, as instituições reguladoras buscam caminhos para inovar suas estruturas e trabalhar com a imensa quantidade de informação gerada globalmente, além de possibilitar que as RegTechs continuem se desenvolvendo em paralelo com as novas regulamentações financeiras.

Veja abaixo algumas coisas que você pode esperar para a era das RegTechs 3.0.

Maiores investimentos em RegTech, menos gastos internos com medidas regulatórias

De acordo com a RegTech Analyst, os investimentos no mercado de RegTech cresceram cinco vezes entre 2014 e 2018, chegando a $ 4,5 bilhões. E não são apenas os investimentos no setor que demonstram o crescimento desse nicho — até 2020, a expectativa é que as novas demandas por softwares de governança e compliance atinjam o patamar de $ 118,7 bilhões.

Mais do que nunca, as RegTechs serão necessárias para automatizar processos e diminuir os custos das organizações financeiras, que chegam a ter 15-20% de seu quadro de funcionários dedicados a minimizar riscos legais.

Além de otimizarem diversos procedimentos, como o cadastramento de novos usuários, as RegTechs podem ainda reduzir os riscos de erro humano em operações internas. Um outro benefício é que essas empresas ficarão cada vez mais especializadas em organizar e analisar imensas quantias de dados, extraindo informações mais consistentes e aumentando a autonomia e o poder de decisão do mercado financeiro.

Utilização de sandboxes pelos órgãos reguladores para teste de novas soluções

As sandboxes, ambientes que permitem às empresas realizarem testes isolados de suas soluções, tiveram sua estreia no ecossistema de RegTech do Reino Unido. Elas também já estão sendo utilizadas internamente por alguns locais dos Estados Unidos e da Ásia, facilitando uma espécie de experiência ganha-ganha para os órgãos reguladores e as companhias privadas.

De um lado, as RegTechs e FinTechs podem identificar falhas em seus produtos sem impactar uma grande quantia de clientes e sem estarem submetidas ainda às regulamentações dos órgãos reguladores. Do outro, o regulador pode avaliar se as soluções ferem as leis vigentes, presenciando as inovações tecnológicas implementadas no mercado.

No Reino Unido, uma das experiências com sandbox que mais têm evoluído é a da FCA (Financial Conduct Authority), um órgão regulador que atua de forma independente ao governo. A utilização do ambiente tem acontecido em fases — a mais recente teve inscrições encerradas em novembro de 2018.

Para concorrer a uma oportunidade de testar suas soluções na sandbox da FCA, as empresas devem demonstrar que visam atender o mercado de serviços financeiros e provar que seus produtos necessitam de um ambiente para testes. Além disso, devem demonstrar ainda um benefício claro de sua solução para os consumidores.

Entre os pontos positivos dessa troca, além de testarem seus produtos em local controlado, a FCA aponta que as organizações têm a possibilidade de lançar suas soluções em tempo reduzido e a custos mais baixos, com todo o suporte para identificar medidas apropriadas de proteção ao consumidor.

Blockchain para aumentar agilidade e segurança das operações financeiras

A utilização da tecnologia blockchain promete tornar as operações financeiras ainda mais rápidas, transparentes e seguras — isso porque ela dispensaria a presença de intermediadores, que acabam deixando os processos mais morosos e burocráticos.

Com o blockchain, todos os departamentos e organizações responsáveis teriam acesso, ao mesmo tempo, às informações de uma operação. Não apenas isso: eles também seriam informados, em tempo real, sobre atualizações de status e os envolvidos em cada procedimento financeiro realizado.

Dessa forma, a partir da descentralização de dados, a identificação de atividades fraudulentas seria facilitada. Consequentemente, os gastos com procedimentos de KYC e AML das instituições financeiras seriam ainda menores.

Algumas tecnologias já têm sido utilizadas de forma mais ampla para reduzir os riscos do mercado financeiro – uma das mais conhecidas é o machine learning. Neste artigo, você pode conhecer 5 soluções que utilizam machine learning em seu funcionamento, desde a leitura automatizada de documentos até chatbots.

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