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Transformação digital: o que é e como tem revolucionado os serviços financeiros

by Mariana González
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Os avanços da tecnologia mudam constantemente as formas com que as empresas trabalham e oferecem serviços aos clientes. Isso não é mais novidade. Então, como investir em soluções inovadoras e em diferenciais competitivos? É aí que entra o conceito de transformação digital.

A transformação digital entende a tecnologia como uma maneira de aprimorar a performance da equipe e de aumentar consideravelmente o alcance do negócio, além de revolucionar o relacionamento com os clientes e os processos internos.

Para que isso realmente aconteça, não basta simplesmente investir em novas tecnologias só porque elas parecem inovadoras. É fundamental ter um objetivo bem definido antes de buscar os recursos tecnológicos que podem ajudar a alcançá-lo e a melhorar os resultados.

Em um cenário em que as fintechs e os bancos digitais ganham cada vez mais espaço, os serviços financeiros são particularmente influenciados pela transformação digital.

Isso ainda está relacionado às mudanças das exigências do cliente, que mostram uma valorização crescente da experiência e da agilidade — o que também é decorrente do aumento no uso de aplicativos bancários para a realização de transferências, pagamentos, empréstimos e outras transações, das mais cotidianas às mais complexas.

Continue a leitura e entenda o que é a transformação digital e como ela revoluciona os serviços financeiros de forma definitiva.

O que é a transformação digital

A necessidade de evoluir e de ser tecnológico está por todos os lados do mercado. Mas é claro que, na realidade, não basta apenas investir em tecnologia. É nesse contexto que surge o conceito de transformação digital.

Para implementar a transformação digital na sua empresa, a tecnologia deve ser enxergada como meio, não como fim. Ela será usada para aprimorar os processos internos, otimizar o atendimento ao cliente e, falando especificamente dos serviços financeiros, ampliar o leque das possibilidades de transações oferecidas aos clientes.

Portanto, não se trata apenas de reforçar a importância da equipe de tecnologia da empresa, mas de implementar mudanças de gestão e de revolucionar o papel da tecnologia na própria estrutura do negócio.

O que veio antes da transformação digital

Outras formas de implementar tecnologias fizeram parte da realidade das empresas até chegarmos à atual realidade da transformação digital. Afinal, revolucionar os processos não é uma preocupação recente, ainda que tenha se intensificado hoje graças ao aumento da concorrência, às novas exigências dos consumidores e ao avanço da própria tecnologia.

Nesse contexto, podemos entender a transformação digital como sendo a terceira fase de um progresso tecnológico que abarca também a digitização e a digitalização. Entenda o que são elas.

Digitização

Trata-se do processo de transição do analógico para o digital, ou seja, é a primeira forma de implementar mudanças tecnológicas significativas no meio empresarial.

A digitização foi também uma das estratégias pioneiras para guardar e proteger informações por meio da tecnologia. Ela fazia isso representando imagens, objetos, sinais e sons através de valores binários e, assim, transformando dados analógicos em bits. Estes podiam, então, ser armazenados em dispositivos eletrônicos.

Digitalização

Tecnologias relacionadas à implementação de processos tecnológicos e a mudanças na estrutura organizacional das empresas são consideradas parte da digitalização. Aqui, o objetivo é integrar a tecnologia de forma a conquistar mudanças significativas na organização.

Isso inclui tecnologias como Blockchain, Big Data, criptomoedas e Internet das Coisas.

Transformação digital

Se a digitização é a conversão e a digitalização é o processo, a transformação digital surge como o efeito de tudo o que veio antes para segmentar a tecnologia definitivamente como parte fundamental de quaisquer estratégias de negócio.

A transformação digital nos serviços financeiros

Como vimos até agora, a transformação digital deve acontecer de forma integrada e atingir as bases da empresa. Ela deve fazer parte de cada processo e de cada decisão, pois vai muito além da implementação de novos equipamentos e sistemas.

Sendo assim, o setor financeiro em especial pode ser altamente beneficiado pela transformação digital, pois o conceito revoluciona e amplia as possibilidades de soluções e de serviços que bancos e outras instituições financeiras podem oferecer aos clientes.

É preciso entender também que a transformação digital não é mais um diferencial, mas sim o esperado de qualquer empresa que queira manter-se inovadora e competitiva dentro de um mercado em constante mudança.

Vejamos agora, então, como e por que os serviços financeiros podem ser revolucionados com a transformação digital.

Alinhamento com as exigências dos clientes

O número de movimentações financeiras feitas pelo celular no Brasil cresceu 70% entre 2016 e 2017, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em 2017, 35% das transações bancárias aconteceram pelo celular, o que representa mais de uma a cada três movimentações.

Diante desses dados, é evidente que o relacionamento dos clientes com os bancos mudou consideravelmente ao longo dos últimos anos — e a transformação digital é fundamental para que as empresas possam atender às novas exigências e necessidades dos usuários.

Considerando a preferência crescente por realizar transações financeiras pelo celular, por exemplo, é preciso investir cada vez mais no mobile banking. Se os clientes escolhem fazer suas movimentações via smartphone, eles precisam conseguir ter acesso a um amplo leque de opções, que inclua demandas complexas e não apenas as mais básicas.

A experiência do cliente deve ser sempre um dos pilares de quaisquer processos e serviços estabelecidos na empresa. Lembre-se: transformação digital não significa a tecnologia pela tecnologia. É preciso inovar com propósitos e objetivos bem estabelecidos.

Investimento na inovação para não ficar para trás

Mesmo que a transformação digital já tenha se estabelecido muito mais como uma necessidade do que como um diferencial, muitas instituições financeiras — especialmente as mais tradicionais e conservadoras — ainda não a implementaram de forma total.

Enquanto isso, as organizações que entendem a necessidade da transformação digital conquistam 26% a mais de lucro do que aquelas que ainda não investiram nisso.

Sendo assim, investir nesse tipo de inovação mostra-se imprescindível para quem não quer ficar para trás. Afinal, estamos diante de um mercado em que as empresas tradicionais não são mais as únicos players do setor financeiro. Hoje, fintechs, bancos e corretoras digitais e outros negócios disruptivos e que nasceram na tecnologia ampliam as possibilidades do que pode ser oferecido ao cliente e do que pode ser feito em relação aos serviços financeiros.

Portanto, as empresas tradicionais precisam investir na transformação digital para não perderem seu espaço para novos negócios.

Enquanto isso, as organizações que têm o conceito como algo intrínseco desde seu desenvolvimento devem entender muito bem o que está acontecendo no mercado para conseguirem atender às necessidades dos clientes, que podem mudar com frequência, e para não perderem o espaço conquistado para a concorrência.

A mudança do mobile first para o mobile only

Há alguns anos, o conceito de mobile first passou a fazer parte das estratégias de transformação digital. Até então, o desenvolvimento acontecia primeiramente para desktop, considerado a tela principal, e depois era adaptado para o mobile.

O mobile first inverte essa lógica e coloca as necessidades dos dispositivos móveis como prioridade. E isso relacionado não apenas transações bancárias, mas a serviços disponibilizados por empresas de diversos setores.

Mas a tecnologia e o nosso relacionamento com ela avançam rápido. Hoje, diversas organizações passaram a adotar ou já nasceram com a ideia de mobile only. A mudança vem da necessidade de atender aos clientes que acessam a internet exclusivamente por dispositivos móveis — realidade de 30% dos brasileiros, e a taxa cresce ano a ano.

Portanto, o acesso via mobile é atualmente o segundo preferido dos usuários, ficando atrás apenas do formato multiplataforma. O uso somente do desktop não é mais uma realidade. Sendo assim, é necessário pensar em aplicações que existam apenas no mobile com o intuito de proporcionar uma experiência mais completa para o cliente.

Open Banking

O Open Banking é não apenas uma consequência da transformação digital, mas também uma das maiores tendências atuais do setor bancário. Ele propõe que empresas terceiras possam ter acesso a determinadas ferramentas de contas bancárias com a autorização do cliente. Assim, elas podem elaborar ferramentas e serviços diferenciados para os usuários.

Fundamentado na ideia de que os dados bancários de cada pessoa pertencem a ela mesma e não ao banco, o Open Banking abre espaço para que empresas financeiras tradicionais aproveitem as inovações de fintechs, por exemplo. O resultado final é um produto mais completo e melhor capacitado para engajar e fidelizar o usuário.

Como mostramos, a transformação digital é capaz de aumentar o leque do que as empresas podem fazer, revolucionando assim a qualidade da experiência e a amplitude dos serviços financeiros oferecidos ao cliente.

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