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Documento falso: como identificar pela foto do indivíduo?

by Mariana González
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Conforme as estratégias antifraude das empresas ganham mais e mais tecnologia e eficácia, o mesmo acontece com as ferramentas usadas para praticar fraudes. Sendo assim, é necessário fortalecer os procedimentos para identificar um documento falso. Uma das maneiras mais eficientes de fazer isso é por meio da validação da foto do indivíduo presente no documento.

Especialmente em casos em que o documento é apresentado somente digitalmente, adulterar um RG ou uma CNH verdadeiros utilizando a foto de outra pessoa, ou mesmo “construir” uma identidade totalmente falsificada dessa forma, são estratégias para que o fraudador consiga, por exemplo, ser aprovado para abrir uma conta bancária ou conseguir um empréstimo.

Outra possibilidade é que um fraudador tente efetivamente cadastrar-se em algum serviço utilizando o documento de identidade inalterado de outra pessoa. Em se tratando de um onboarding feito digitalmente, é necessário estabelecer formas de garantir que os dados apresentados durante o processo realmente pertencem ao indivíduo se cadastrando.

Então, como identificar se a foto do usuário presente no documento é legítima e se aquele RG ou CNH realmente pertencem a ele? Continue a leitura e descubra.

Entenda como um documento pode ser falsificado

Entender como documentos podem ser falsificados por meio da foto do indivíduo ajuda a estabelecer estratégias mais eficazes para detectá-los. Existem algumas formas de criar um RG ou uma CNH falsos que envolvem o uso de uma imagem falsificada ou adulterada. São elas:

  • documentos construídos a partir de espelhos autênticos roubados e, então, preenchidos com dados de identidades falsas ou verdadeiras (o que constitui um roubo de identidade);
  • documentos construídos a partir de espelhos falsos, mas impressos em alta qualidade;
  • documentos verdadeiros que são roubados e adulterados — aqui, a foto original é recortada, uma nova imagem é colada e o documento é replastificado (esse procedimento é mais complicado com os documentos mais novos, em que a foto é digitalizada).

Invista em uma solução de identificação biométrica

Nos casos em que um indivíduo fraudador tenta cadastrar-se na sua empresa — seja como cliente, seja como prestador de serviço — utilizando o documento de identidade de outra pessoa, sem modificá-lo, é bastante simples identificar e barrar a tentativa.

Para tanto, o primeiro passo é extrair as informações do documento apresentado, incluindo a foto do portador. Em seguida, seu onboarding deve contar com uma etapa de identificação de biometria facial. Assim, é possível comparar a imagem do documento com a foto tirada no momento do cadastro e identificar o grau de semelhança entre ambas.

Fortaleça o onboarding exigindo uma prova de vida

Mas é preciso ir além, pois o passo anterior pode ser contornado: basta, por exemplo, que o fraudador tire uma foto de outra foto para burlar a necessidade de que envie uma imagem de si mesmo, demonstrando assim que não é o dono do documento.

Sendo assim, fortaleça a identificação biométrica com uma prova de vida, ou liveness detection. Dessa forma, depois de tirar a selfie, será exigido que o indivíduo faça algo — sorrir ou piscar os olhos, por exemplo — para comprovar que está ali mesmo em frente à câmera realizando o onboarding.

Unindo a biometria facial à prova de vida, seu onboarding terá um nível de acurácia nesse tipo de identificação muito superior ao de uma verificação manual, em que um colaborador teria que comparar a foto do documento com a imagem tirada durante o cadastro. Assim, você garante que o indivíduo é realmente quem ele diz ser e que não está utilizando o documento de identidade de outra pessoa.

Verifique os dados extraídos do documento

Caso o documento tenha sido adulterado para receber uma foto da pessoa fraudadora, a única forma de identificar o crime é verificando os demais dados do documento. Para tanto, seu onboarding precisa incluir duas soluções: um OCR de documentos e uma verificação de dados e antecedentes, ou Background Check.

OCR, ou Optical Character Recognition (“reconhecimento ótico de caracteres”), é uma tecnologia que pode ser aplicada para extrair os dados presentes em uma imagem — no caso, a foto de um documento enviada pelo usuário durante o processo de onboarding.

Isso possibilita que a solução de Background Check entre em ação para conferir os dados extraídos em fontes públicas e privadas e, assim, descobrir que os dados do documento estão regularizados e se há antecedentes associados ao indivíduo. Dessa forma, você impede que o usuário fraudador consiga concluir o onboarding e efetivamente tomar alguma ação que possa prejudicar a empresa e/ou seus clientes idôneos.

Essas etapas também poderiam ser realizadas manualmente. Entretanto, além de demandar tempo e de exigir um backoffice, as validações manuais estariam suscetíveis a erros. Escolhendo automatizar essa demanda, você garante mais eficácia, acurácia e agilidade.

Como mostramos, identificar um documento falso pela foto do indivíduo exige tecnologias inovadoras e ágeis para impedir a ocorrência de fraudes. Assim, você não fica atrás dos fraudadores e consegue proteger melhor a sua empresa e todos que interagem com ela.

As soluções da idwall, que podem ser contratadas separadamente ou de forma integrada, incluem OCR de documentos, Face Match e Background Check. Quer saber como sua empresa pode ir cada vez mais longe com nossas soluções para um onboarding mais seguro e mais rápido? Então, basta entrar em contato pelo formulário abaixo:

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