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7 Tendências de cibersegurança para 2021

by Fabiana Lima

O último ano foi marcado por fraudes, vazamento de dados e falhas de segurança, por causa do aumento no número de pessoas online e utilizando serviços digitais durante a pandemia. Além disso, a instabilidade econômica gerou preocupação nos brasileiros, fazendo com que ficassem mais sensíveis e instáveis.  Conhecer as tendências de cibersegurança para o novo ano é uma forma de buscar soluções para tornar os ambientes mais seguros para todos.

Neste artigo, veja quais são as principais tendências de cibersegurança para investir em 2021 e proteger as informações da sua empresa.

7 tendências de cibersegurança em alta para 2021

Recursos integrados com Inteligência Artificial

Há alguns anos que a Inteligência Artificial faz parte da lista de tecnologias que são consideradas como tendência. Para 2021, a inovação será utilizada com foco na segurança, permitindo uma atuação mais estratégica frente às ameaças.

Com a Inteligência Artificial, as empresas conseguem analisar um grande volume de dados de risco com maior agilidade. Dessa forma, reduz o tempo com que as decisões estratégicas e críticas são tomadas. A expectativa é que o uso da Inteligência Artificial no mercado de segurança cibernética cresça US $38,2 bilhões até 2026.

Detecção e correlação de dados 

Com o número cada vez maior de pessoas usando os canais digitais em diferentes momentos do dia, as empresas terão que dedicar mais esforços na captura e correlação de dados. Isso vai permitir que as organizações consigam fazer cruzamento de informações com fins de validação e verificação, permitindo a detecção de falhas e ameaças.

O uso dessas ferramentas será aplicado em diferentes setores e modelos de negócios. Desde a validação de identidade de um usuário, até na identificação de uma falha de segurança e seus envolvidos. 

Como é o caso do Extended Detection and Response (XDR), que coleta dados automaticamente de vários terminais e faz correlações entre eles para detectar ameaças e encontrar respostas rápidas para os incidentes. 

Processos automatizados

A automação de processos já era considerada como uma tendência há alguns anos. No Brasil, o uso de recursos automatizados demorou para entrar na rotina das empresas, pois muitas sequer utilizavam algum tipo de tecnologia em suas atividades.

A chegada da pandemia, causada pelo novo coronavírus, mostrou que, além de ter processos mais inovadores e digitalizados, a falta da automação pode prejudicar o desenvolvimento de novos negócios. Por isso, as empresas que não conseguiram adotar processos digitalizados ainda em 2020, vão correr para mudar essa realidade este ano.

Recursos de segurança para dispositivos móveis

Os brasileiros estão usando cada vez mais os dispositivos móveis para se manterem conectados. Com isso, uma variação de golpes têm surgido na internet, com o objetivo de atingir esse perfil de usuário. Os criminosos exploram uma série de vulnerabilidades a partir de aplicativos de mensagens, jogos etc. 

Os recursos são capazes de afetar o funcionamento de outros aplicativos, acessar dados e roubar informações sigilosas dos usuários. Por isso, as empresas que oferecem soluções para dispositivos móveis terão que investir em recursos e programas de segurança específicos para esse tipo de ambiente. Isso inclui smartphones, tablets, notebooks, wearable etc.

Gerenciamento de Informações de Segurança e Eventos (Cloud SIEM)

A detecção de ameaças cibernéticas junto com a proteção e a prevenção serão aceleradas neste novo ano. As ferramentas SIEM (Security Information and Event Management) e machine learning vão ajudar a descobrir quem são os infiltradores antes que eles consigam acessar os dados da empresa. 

Softwares de SOAR (Security Orchestration, Automation and Response), que permitem às empresas coletar dados sobre ameaças de segurança e responder automaticamente a ataques de baixo nível são fundamentais para isso. 

Além disso, as empresas também poderão contar com UEBA (User and Event Behavior Analytics), que usa machine learning para modelar o comportamento de usuários em redes corporativas e identificar aqueles que podem ser o sinal de um ataque cibernético.

Senhas darão lugar à biometria

O debate sobre um mundo sem senhas vem sendo discutido no mundo todo há alguns anos. Embora seja um pouco exagerado, pois as senhas não vão deixar de ser usadas, em partes isso pode ser considerado como uma tendência. 

Na verdade, as senhas vão ser usadas com menor frequência, pois é mais fácil e seguro para o usuário usar outros recursos, como biometria facial e digital, análise de comportamento e autenticação multifator.

Os usuários vão interagir menos com as senhas, mas ela continuarão sendo uma opção de segurança. No entanto, o usuário será estimulado a usar mais recursos de gerenciamento de senhas, que criam sequências mais seguras.

LGPD em vigor

Finalmente, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em setembro de 2020. As sanções estabelecidas, porém, entram em vigor apenas em 2021 e isso ainda vai depender do funcionamento efetivo da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). 

No entanto, isso não impede que as empresas sejam cobradas por seus clientes pela falta de cumprimento com a lei. No momento em que entrou em vigor, as empresas já deveriam estar em conformidade com as exigências da LGPD. 

As empresas que ainda não se adequaram terão que lidar com as consequências de começar esse processo tardiamente. Ou seja, correm o risco de ter a operação impactada e a imagem prejudicada, caso se envolvam com alguma falha de segurança. 

Se temos uma certeza para o ano de 2021, é o de que não haverá espaço para as instituições que não estão em conformidade com a lei. 

Aproveite e confira quais são as tendências para o mercado financeiro em 2021.

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