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A fraude no varejo e a segurança na emissão de cartões private label

by Karina Menezes
fraude no varejo e a emissão de cartões private label

O cartão private label é um dos maiores trunfos do varejo atualmente, alavancando as vendas das lojas que utilizam esse recurso como forma de atrair e engajar mais clientes. Essa estratégia é impulsionada, principalmente, pela crescente utilização do crédito como forma de pagamento no país – segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (ABECS), no primeiro trimestre deste ano, as compras realizadas com crédito sofreram aumento de 17,8%, atingindo um montante de R$260 bilhões. 

Como um dos setores em grande expansão no Brasil e, também, um dos mais afetados pela fraude – de janeiro a novembro de 2017 foram 113.678 tentativas, segundo o Serasa – o mercado de varejo deve priorizar ferramentas que tornem a emissão dos seus cartões private label mais segura, minimizando o risco de inadimplência e outras ações criminosas por parte de fraudadores. 

Cartão private label: origem e benefícios

O cartão private label é uma categoria emitida pelas próprias lojas e costuma ser aceito somente na rede desses estabelecimentos – por isso, geralmente, não possui uma bandeira de pagamento. Porém, há casos onde as lojas se aliam às bandeiras, o que resulta em um cartão co-branded e amplia o leque de oportunidades do consumidor, possibilitando a realização de compras em outros locais. Nesse caso, o cartão não é mais emitido pela loja, e sim por um banco. 

Um dos obstáculos enfrentados por lojas que começaram a emitir o cartão private label era a quantidade de dias que ele demorava a ser entregue,  causando desgastes no relacionamento com o cliente e facilitando a ocorrência de furtos e extravios. Como forma de solucionar esses desafios e com a ajuda de novas ferramentas tecnológicas, os estabelecimentos passaram a emitir seus cartões proprietários de forma instantânea, trazendo diversos benefícios para a sua operação. 

Se com a emissão do cartão private label as lojas puderam ver o aumento do seu ticket médio, já que havia mais incentivos, preços e vantagens de compra atrativas para que os usuários os utilizassem em suas filiais; por outro lado, a chegada da emissão e ativação instantânea permitiu um retorno financeiro mais rápido, reduzindo as etapas de produção até que o cartão chegue nas mãos do cliente, desburocratizando a emissão e permitindo maiores índices de ativação e retenção de usuários

Dessa forma, as lojas acabam ganhando não só em termos de produtividade, reduzindo até mesmo etapas de trabalho manual, como facilitam também a vida do cliente, que precisa disponibilizar apenas documentos como o RG e CPF para emitir o seu cartão. 

E, por fim, um dos maiores benefício que o private label trouxe foi o enriquecimento de dados que as lojas puderam ter de seus clientes a partir das informações coletadas em compras, gerando mais insights sobre o perfil de consumo do seu público e oferecendo uma abordagem mais assertiva ao cliente. 

Como evitar a fraude na emissão de cartões do varejo

Apesar de todos os benefícios, a emissão instantânea de cartões no varejo não fica isenta de riscos – tem sido cada vez mais frequente a ação de criminosos que roubam dados de outras pessoas para, entre outras coisas, emitir cartões e abrir contas em bancos, deixando todo o prejuízo para o verdadeiro dono da identidade e para o estabelecimento comercial. 

Juntar os dois fatores de risco – aumento de fraudes de identidade e, consequentemente, de fraudes com cartões de crédito – é um bom motivo para fazer varejistas ficarem alertas e adotarem soluções para, no momento da emissão do cartão, verificar e validar a identidade de seus potenciais clientes. Segundo o Global Consumer Card Fraud, o Brasil ocupa o segundo lugar mundial em fraudes de cartão de crédito (49%), ficando atrás apenas do México.

Em 2015, o Global Fraud Report da Kroll já mostrava que o varejo era um dos segmentos mais impactados pelas fraudes, com 79% das empresas já tendo sido vítimas de alguma ocorrência (um dos casos mais comuns era o roubo de informações, responsável por 12% dos casos). Em nosso país, as fraudes no varejo representam 7,3% dos números totais. 

Por isso, para manter a sua operação saudável, algumas checagens que podem ser feitas ao emitir um cartão private label são a situação cadastral do solicitante na Receita, dívidas ativas ou até mesmo a consulta de processos para verificar se existe alguma cobrança judicial levantada contra o potencial cliente, o que pode minimizar casos de inadimplência. Essa é uma forma de, também, aumentar os níveis de confiança da sua loja. 

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