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Além do bitcoin: o que é blockchain e quais as suas aplicações?

by Karina Menezes
o que é blockchain e quais as suas aplicações

Mesmo dez anos após o surgimento do blockchain, muitas pessoas ainda acreditam que essa tecnologia esteja ligada somente ao bitcoin ou criptomoedas. Mas, na verdade, ela deve ultrapassar a casa dos $23,3 bilhões até 2023 e já está revolucionando diversos segmentos, com as apostas mais altas concentrando-se no varejo, mercado financeiro e iniciativa pública, segundo a consultoria McKinsey. 

Também conhecido como “livro-razão” do mundo virtual, o blockchain tem como principal objetivo a validação de informações de forma segura, transparente e ágil, por meio de uma rede descentralizada. De fato, a primeira aplicação prática dele está relacionada às transações realizadas com o bitcoin, moeda virtual que não possui vínculos com instituições bancárias ou governamentais. Hoje, porém, já existem várias empresas estudando formas de inovar e implementando melhorias de processos com o blockchain. 

Neste artigo, explicaremos o conceito de blockchain, como essa tecnologia funciona, quais os seus benefícios e algumas de suas aplicações práticas, para além do bitcoin. 

O que é blockchain? 

O blockchain é uma rede que registra, de forma criptografada, as informações de uma transação – no caso das bitcoins, por exemplo, são gravados dados como a quantia de moedas transacionadas, quem é o remetente e o beneficiário. 

Essa operação ficará guardada para sempre no sistema e é imutável, possuindo um alto grau de confiabilidade. As transações realizadas por meio de blockchain podem ser vistas por todo mundo – qualquer pessoa que acessar a rede saberá da existência, mas não conseguirá ver as informações contidas nelas por conta da criptografia.

Como o blockchain funciona? 

O blockchain é formado por uma cadeia de blocos, cada um deles contendo uma determinada quantidade de informações e carregando uma impressão digital única (conhecida como “hash”) – um bloco, além de gerar seu próprio hash, também contém o hash gerado pelo bloco anterior. Essa “identidade” que cada componente da cadeia carrega é extremamente relevante, pois se houver qualquer tentativa de fraude ou alteração do conteúdo de um bloco, o hash aponta a mudança para que possa haver posterior anulação da operação. 

As redes de blockchain se formam por afinidades, e contam com os integrantes que escrevem ou geram os blocos – chamados de transacionais. Essas redes também são formadas por mineradores, nome pelo qual são conhecidas as pessoas que validam a veracidade do hash. Para fazer essa verificação minuciosa, os mineradores investem em computadores especiais com processadores super potentes, capazes de realizar cálculos complexos. 

No caso das bitcoins, o minerador que primeiro validar a veracidade do hash passa por uma auditoria dos demais mineradores – se uma maioria simples decide que aquela informação é legítima, ela pode, então, ser inserida no bloco. Dessa forma, o minerador que incluiu o dado recebe uma quantia em bitcoins como recompensa.

Quais são as vantagens? 

Algumas das principais vantagens do blockchain são a privacidade e a transparência que a rede garante na realização de transações – embora todas as operações fiquem registradas e sejam abertas para qualquer pessoa, algumas informações mais sensíveis podem ser preservadas e os dados são criptografados. 

Além disso, a imutabilidade dos dados é um dos principais aliados no combate a fraudes – como eles não podem ser alterados, isso garante a confiabilidade do conteúdo inserido nos blocos. Um outro ponto que mantém a segurança do blockchain é o fato das informações serem descentralizadas entre os computadores participantes das redes, reduzindo a vulnerabilidade a ataques. 

Por isso, o blockchain também é conhecido como uma rede peer-to-peer, porque cada computador contém uma cópia integral do banco de dados. E, por fim, transações realizadas por meio do blockchain acabam sendo mais rápidas e menos custosas, já que não há intermediários envolvidos no processo. 

Blockchain além do bitcoin

Para além das transações realizadas com bitcoins e outras moedas virtuais, o blockchain tem se mostrado uma forma segura para que as empresas otimizem diversos processos, como a assinatura de contratos e transmissão de informações de extrema relevância e grau de sigilo. Confira outras aplicações práticas do blockchain em diversas áreas:

Para finalidades governamentais

O blockchain oferece uma forma mais prática, transparente e segura para que órgãos governamentais, ONGs e demais organizações trilhem o caminho da autogestão, reduzindo o número de intermediários e tornando os processos menos burocráticos. Além disso, permite que essas instituições troquem informações em larga escala, mais rapidamente.

Identidade digital

A utilização do blockchain para o desenvolvimento de identidades digitais é a possibilidade de garantir privacidade para os cidadãos, permitindo que eles mantenham suas informações seguras e criptografadas, divulgando somente aquelas que acharem pertinentes para cada situação. A tecnologia também traria ainda mais segurança às formas de identificação existentes, pois o documento seria imutável e reuniria todas as informações mais importantes de uma pessoa, que seriam incontestáveis. 

Contratos inteligentes

O termo “contratos inteligentes” foi popularizado em 2013 a partir da plataforma Ethereum, um ambiente automatizado e descentralizado que transmite os termos de um contrato de uma parte a outra, sem possibilidade de interferências ou fraudes. Pensar no blockchain para a finalidade de assinatura de contratos é uma estratégia para conseguir vencer diversos entraves judiciais e agilizar acordos. 

Pagamentos e transferências internacionais

A rede faz com que a transferência de dinheiro para qualquer lugar do mundo seja muito mais prática e realizada quase que instantaneamente, pois não existem diversos intermediários até que o dinheiro chegue ao seu destino final. Além disso, essa alternativa faria com que, principalmente, os pequenos negócios economizassem em taxas bancárias. Para os bancos, essa seria a oportunidade de fidelizar clientes com operações mais ágeis e entregando maior autonomia para o usuário sobre suas informações.

Votos armazenados pelo blockchain

Sim, já tivemos eleições utilizando blockchain! Quem saiu na frente foi o distrito de Freetown, em Serra Leoa, que armazenou o voto de cada eleitor em um bloco privado para ser acessado apenas pelas pessoas responsáveis no momento da apuração. A utilização mais ampla da tecnologia em sistemas eleitorais reduziria as chances de fraude, trazendo mais confiabilidade para o processo de votação. 

Olhando algumas das possíveis aplicações práticas do blockchain, percebe-se que se trata de uma forma completamente nova de comunicação e transferência de informações – por isso, as possibilidades são inúmeras, especialmente para o mercado financeiro.

Porém, não se esqueça de aliar inovação e compliance, mantendo a sua empresa sempre atualizada com as principais regulamentações do mercado e tendo ao seu lado soluções automatizadas, que aumentam a segurança do seu negócio. Entre em contato com a idwall e saiba como podemos ajudar você a escalar:

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