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Challenger banks e os novos desafios do mercado financeiro

by Karina Menezes
os principais desafios dos challenger banks

Nubank, N26, C6 – você já ouviu falar ou utiliza algum deles em  seu celular. Também conhecidos como neobanks ou challenger banks, essas instituições financeiras são as que mais crescem dentro do ramo das fintechs.

Juntos, esses novos modelos de negócio financeiro foram responsáveis por arrecadar $649 milhões em rodadas de investimento, considerando apenas o segundo trimestre de 2019, segundo informações do relatório State of Fintech Funding, realizado pela CB Insights. As grandes somas dos aportes realizados nesses novos players tornam ainda mais perceptível a expansão desse mercado, demonstrando a grande confiança dos investidores nos neobanks.

Em julho deste ano, o Nubank anunciou aporte de $400 milhões liderado pelo TCV, importante fundo de venture capital do Vale do Silício, o que fez seu valor de mercado chegar na casa dos $10 bilhões. No mesmo mês, o N26 também anunciou uma nova rodada de investimentos somando $170 milhões, com um grupo de investidores que incluía o Tencent, maior portal de internet da China.

Além da enorme quantia de dinheiro investida, os challenger banks são conhecidos por arrebatar um grande número de usuários em pouquíssimo tempo. São mais de 30 milhões de contas ativas se somarmos todos eles – com destaque para o brasileiro Nubank, com 12 milhões de downloads do aplicativo, seguido pelo SOFi com 7.5 milhões  e pelo Revolut, com 6 milhões. 

É notável o boom dessas novas empresas digitais, principalmente nos mercados emergentes, alimentadas pelo relacionamento nem sempre fácil entre os consumidores e seus bancos, e apoiadas também pelo público que não tem acesso ou está começando a aderir aos serviços financeiros.

Na Europa, os neobanks são impulsionados pelas regulamentações de Open Banking e têm se instalado em grande número no Reino Unido, um país que oferece grandes oportunidades para modelos não-tradicionais de negócio devido ao seu histórico como early adopter no digital banking. Hoje, eles somam mais de 100 organizações que têm se espalhado também por continentes como Ásia, em países como a Índia e China, e pela própria América do Sul. 

Os desafios dos neobanks

Os challenger banks saem na frente dos bancos tradicionais quando apresentam uma forma completamente inovadora de lidar com serviços financeiros, o que faz com que eles também obtenham vantagem quando se fala em aquisição de clientes. Embora seu market share não chegue perto dos grandes bancos, que ainda detêm a maior parte do mercado, a migração de usuários para as contas digitais já começa a incomodar. 

Isso porque, para os neobanks, não existe a mesma quantidade de amarras regulatórias impostas aos grandes bancos. Com ofertas atrativas, como ausência de taxas e o desenvolvimento de interfaces tecnológicas que conversam com as gerações mais adeptas ao mobile, a aquisição de clientes torna-se uma tarefa ainda mais fácil. Além disso, os challenger banks não contam com as estruturas físicas e burocráticas que acabam tornando os processos mais lentos nos bancos tradicionais. 

Apesar de todos esses benefícios, o cenário não é tão fácil assim para os challenger banks. Além de enfrentar bancos já consolidados, com anos de atuação e uma extensa base de clientes, os neobanks ainda têm que estar preparados para a concorrência de empresas que não tem core financeiro, mas que já estão se arriscando nesse mercado, como é o caso da Uber. E um fator ainda mais importante é o quanto a confiança é delicada no ambiente digital, com uma parcela significativa de consumidores que apresenta certa resistência ao adotar produtos digitais no dia a dia. 

Uma das principais tendências que devem ser observadas nos próximos anos é o aumento de parcerias entre os bancos tradicionais e os challenger banks, como forma de oferecer serviços financeiros mais inovadores para os usuários e trazer benefícios para ambos os lados. Enquanto isso, as grandes instituições financeiras devem correr contra o tempo para atualizar seus processos e tecnologias, como forma de manter sua base de clientes engajada.

Além de uma mudança total de cultura, isso incluiria a adoção de soluções automatizadas para facilitar a interação com os usuários, aumentando a taxa de conversão no onboarding de novos clientes e otimizando o tempo dos colaboradores para que estes possam se dedicar a atividades mais estratégicas e menos operacionais. E a idwall pode ajudar a sua empresa com tudo isso. Quer saber mais? Preencha o formulário abaixo e fale com um dos nossos especialistas!

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