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Os principais tipos de fraude de cartão de crédito e como solucioná-los

by Mariana González
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O cartão de crédito é um dos meios de pagamento preferidos dos brasileiros — e, consequentemente, um dos caminhos mais visados para a realização de fraudes e golpes. Por isso, é preciso conhecer os principais tipos de fraude de cartão de crédito para fortalecer os processos da empresa e melhor orientar os clientes.

Em 2020, 59% dos consumidores sofreram algum tipo de fraude e 24% dos entrevistados tiveram seus cartões clonados, de acordo com uma pesquisa da CNDL/SPC Brasil em parceria com o Sebrae.

Muitos dos casos de golpes e fraudes de cartão de crédito são resultados de descuidos ou incidentes por parte dos usuários, mas as ferramentas antifraude e segurança também podem contribuir para que compras indevidas não sejam aprovadas, por exemplo.

Mas como fazer isso de forma eficaz e sem atrapalhar o dinamismo e a agilidade das operações lícitas? Continue a leitura para conhecer os principais tipos de fraude de cartão de crédito e entender o que a sua instituição financeira pode fazer para preveni-los.

Entenda como a fraude no cartão de crédito acontece

A fraude consiste na manipulação planejada por meio de ações de má fé, que visam enganar ou tirar vantagens de terceiros. 

Quando falamos de fraude no cartão de crédito os golpistas, por meio do roubo de dados, seja por furto ou por ferramentas de engenharia social no meio digital, utilizam e manipulam informações e dados bancários de outras pessoas.

Quais são os principais tipos de fraude de cartão de crédito?

1. Clonagem de cartão de crédito

A modalidade mais comum de fraude de cartão é, definitivamente, a clonagem. Ela pode ser feita de diversas formas, das mais corriqueiras às mais modernas.

Os cartões físicos também podem ser um caminho para esses golpes, mas eles costumam ser aplicados principalmente nas compras online. 

Hoje, a crescente adesão aos cartões de crédito virtuais amplia o campo de possibilidades desse tipo de fraude — os criminosos conseguem acesso aos dados do cliente e da compra e, assim, conseguem aplicar golpes.

Em alguns casos, os próprios e-commerces conseguem identificar que se trata de uma compra indevida. Porém, a maior parte das tentativas é bloqueada pelos bancos, que devem analisar o histórico do cliente a fim de determinar se aquela compra deve ou não ser dele próprio. 

Ao barrar as aquisições consideradas inadequadas, é possível diminuir o prejuízo e o transtorno para as vítimas de uma clonagem de cartão de crédito. Entretanto, é preciso colocar em prática soluções eficazes e assertivas de análise de dados para poder tomar tais decisões. 

Caso contrário, as chances de bloquear compras reais do cliente aumentam, o que também gera transtornos e insatisfações — como é o caso, por exemplo, de usuários que têm não consegue efetuar pagamentos ao viajar para o exterior.

2. Gerador de números falsos de cartões

Também bastante recorrente é o uso de ferramentas de geração de números de cartões de crédito, capazes de gerar milhões e milhões de combinações numéricas diferentes. 

Esse imenso total de combinações sempre traz alguns resultados que realmente são números válidos de cartão de crédito. O fraudador, então, utiliza esses números para fazer compras.

Aqui, a validação de identidade pode ser a solução para impedir que tais aquisições sejam concluídas. Se o fraudador tiver acesso ao número de cartão, mas não possuir nenhum dado pessoal de seu verdadeiro dono, as chances de que ele consiga aplicar golpes são reduzidas ou até mesmo anuladas.

3. Ligações e mensagens falsas para roubo de dados

Golpes de phishing são aplicados para fins de diferentes tipos de fraude, sendo que as de cartão de crédito estão entre as mais comuns. Nessa modalidade, a vítima recebe uma ligação ou mensagens (por e-mail, SMS ou WhatsApp, por exemplo) que parecem ter sido enviadas pelo banco, mas que na verdade vêm dos fraudadores.

Essas mensagens solicitam o envio de dados pessoais como endereço, nome completo, número dos documentos ou mesmo os próprios números do cartão de crédito. Por pensar que se trata de uma transação segura e oficial, o cliente informa todos os dados pedidos e sofre golpes por meio de compras online e/ou outras operações financeiras.

Para contribuir para a solução desse tipo de fraude de cartão de crédito, a empresa deve investir na comunicação — mensagens padronizadas, até mesmo visualmente, ajudam o usuário a identificar mais rapidamente o que realmente veio da organização e o que é phishing.

Mas mesmo os aspectos visuais podem ser copiados, então pode ser interessante criar campanhas de conscientização ensinando o usuário a identificar mensagens e ligações falsas. Isso se torna particularmente urgente em períodos de alta nesse tipo de golpe, para evitar o pânico e a desconfiança entre a base de clientes da sua instituição financeira.

4. Troca de máquinas de cartão de crédito

Esse tipo de golpe exige muita atenção no caso dos lojistas, isso porque é geralmente realizada por pessoas que trabalham no local, ou então por golpistas que pretendem ser funcionários da empresa que representa a máquina de cartão para trocar a máquina oficial por uma falsa. 

Aqui todas as transações realizadas são feitas na máquina de cartão falsa, e os valores vão direto para a conta dos golpistas, deixando essas empresas com prejuízos. 

5. Fraudes por meio do PIX

Por meio de técnicas de engenharia social, os golpistas compartilham mensagens com as vítimas afirmando que por um “bug” no meio de pagamento PIX é possível ganhar “o dobro de dinheiro” do valor, transferindo para chaves aleatórias, as chaves PIX dos golpistas. 

Outra forma recorrente de golpes realizados com PIX acontece quando o golpista se passa por um atende de uma central telefônica afirmando que sua ligação tem o objetivo de ajudar a vítima a cadastrar a sua chave ṔIX, com isso levam a vítima a fazer uma transferência teste e solicitam eventualmente dados bancários. 

O que as instituições financeiras podem fazer para evitar fraude de cartão de crédito?

1. Processos fortes de validação de identidade

Desde o momento do onboarding, é fundamental entender exatamente quem é o usuário para saber se ele está ou não apto a tornar-se cliente da sua instituição financeira. 

Além disso, empresas do setor bancário têm diversas regulamentações e normas a cumprir, tornando-se imprescindível aplicar procedimentos de Know Your Customer (KYC) ao cadastrar e para monitorar a base.

2. Inteligência e análise de dados

Outro aspecto essencial é investir na inteligência e análise de dados, que permite conhecer a fundo o histórico financeiro e os hábitos de compra de cada cliente. Dessa forma, fica mais fácil e assertivo identificar quais aquisições têm mais chances de serem resultado de uma fraude de cartão de crédito e, assim, bloqueá-las para que o usuário não se prejudique.

3. Conhecimento e segurança da informação

Com o avanço dos meios tecnológicos e a transformação digital que facilita cada dia mais a rotina do brasileiro, inúmeras ferramentas estão surgindo. A partir dai, surge a oportunidade para também novos golpes e novas técnicas de fraude. 

Por isso, é essencial que tanto usuários e consumidores quanto as empresas e os colaboradores dessas instituições estejam atentos e preparados, com segurança para fazer uso desses novos produtos e serviços digitais. 

As melhores práticas da segurança da informação precisam ser implementadas nos negócios e o acesso às informações que garantem a segurança do usuário nesse meio digital facilitadas, seja por meio de cursos pockets, treinamentos, manuais de uso, etc. 

Confira o Checklist de Segurança e se previna quanto a fraudes e roubos de dados na internet.

4. Garantir que a experiência do cliente seja segura e sem fricção

Um dos maiores desafios sobre evitar fraudes e golpes é a necessidade de fazer isso sem criar obstáculos excessivos para as operações reais dos verdadeiros clientes

Por isso, é fundamental contar com soluções eficazes e ágeis de segurança e validação de identidade, permitindo que sua empresa tanto facilite o cadastro e os processos dos clientes lícitos quanto impeça a ocorrência de fraudes.

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