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Os custos — e as oportunidades de lucro — do Open Banking

by Mariana González
Open-Banking

Desde que o Banco Central anunciou as diretrizes oficiais para a implementação do Open Banking no Brasil, em abril de 2019, as expectativas são altas para as oportunidades que o modelo de negócios traz para o mercado financeiro.

Uma audiência pública deve ser aberta ainda este semestre para efetivamente começar a implementação. Então, continue a leitura e entenda os custos e as oportunidades de lucro que o Open Banking traz para as instituições bancárias e outros players do mercado financeiro brasileiro.

Os gastos esperados com a implementação do Open Banking

Como a implementação oficial no país ainda não começou, é possível ter uma ideia sobre como será o processo por aqui ao analisar a situação do Reino Unido, líder mundial quando o assunto é Open Banking.

Ao terminar a implementação em seu mercado bancário em setembro deste ano, “mais de 1 bilhão e menos de 2 bilhões de libras esterlinas” (valor equivalente a algo entre 4,8 e 9,8 bilhões de reais) terão sido gastas no Reino Unido, de acordo com informações de Chris Michael, executivo-chefe de tecnologia da Open Banking Implementation Entity (Obie), entidade responsável pelo processo por lá. Os dados foram reportados pelo Valor Econômico.

As despesas se referem principalmente à necessidade de adaptar os bancos para que consigam comportar o crescimento exponencial nos volumes de acessos e requisições aos sistemas e aos dados.

As oportunidades de lucro que estão por vir

Os bancos que entenderem a necessidade inicial de investir de forma agressiva no Open Banking abrirão as portas para as amplas oportunidades de negócio — e de lucro — que ele trará para o mercado financeiro, fintechs e startups que fornecem soluções para o setor. Segundo a Obie, o Open Banking pode trazer ganhos de 18 bilhões de libras esterlinas (mais de 91 bilhões de reais) no Reino Unido dentro de apenas um ano.

O Open Banking foi um dos temas mais discutidos durante o CIAB FEBRABAN 2019. Em uma das palestras do evento, Guilherme Thémes Miguel José, assessor pleno do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central do Brasil, abordou o fato de que, “lá na frente, o Open Banking vai reduzir custos. Todo o investimento vai ser revertido, gerando benefícios sem grandes atritos também para o lado do consumidor”.

Miguel José destacou ainda que “nosso sistema financeiro já é muito avançado em tecnologia, e vem se desenvolvendo ainda mais nisso”. Essa característica deve facilitar o processo de adaptação ao modelo de negócios e a atuação ao lado das fintechs e demais empresas que fornecerão os serviços adicionais que serão utilizados pelos clientes via Open Banking.

Como preparar sua instituição bancária

Antes de mais nada, é preciso implementar uma mudança de cultura e de visão dentro dos bancos para que a inovação por meio do Open Banking realmente alcance todo o seu potencial.

Dentro desse modelo de negócios, o trabalho ao lado das fintechs e outras empresas disruptivas será fundamental para a oferta de serviços diferenciados e que atendam às exigências crescentes dos clientes. Com isso, as instituições bancárias serão capazes de oferecer uma experiência cada vez mais completa, dinâmica e eficaz para seus usuários.

Em seguida, é preciso ter um planejamento estratégico sobre o que o banco deseja alcançar com o Open Banking e abrir a empresa para a inovação. Assim, será possível definir quais serão os investimentos em tecnologia, equipe etc. necessários para chegar aos resultados esperados.

As incertezas e dúvidas no início do processo de implementação são comuns e também foram sentidas no Reino Unido, conforme declarou Huw Davies, diretor de APIs da Obie: “Houve reticência e medo dos bancos com a concorrência e os custos de implementação, mas agora as principais instituições veem o Open Banking como parte importante do negócio e para as estratégias de crescimento”.

As discussões sobre o tema estão bastante avançadas no Brasil. Muitos bancos brasileiros já vêm buscando a inovação e trabalhando lado a lado com startups, fintechs e regtechs. Enquanto isso, os bancos digitais, que nasceram voltados para o mobile e podem adaptar-se com mais facilidade ao Open Banking, ganham cada vez mais destaque.

Com a chegada oficial do Open Banking, o Bacen busca “aumentar a eficiência no mercado de crédito e de pagamentos no Brasil, mediante a promoção de ambiente de negócio mais inclusivo e competitivo, preservando a segurança do sistema financeiro e a proteção dos consumidores”. Os planos do órgão são de abrir a consulta pública das normas ainda neste semestre e, até a segunda metade de 2020, dar início à implementação.

A oficialização do Open Banking reforça a necessidade de contar com soluções digitais ágeis e seguras para suas estratégias de proteção de dados e de compliance. Quer saber como a idwall pode ajudar sua instituição financeira? Entre em contato conosco pelo formulário abaixo:

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