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Por que sua empresa deve participar de sandbox regulatório

by Mariana González
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Para superar seus maiores desafios da atualidade e conseguir evoluir sem deixar as empresas sujeitas a riscos, o mercado financeiro busca formas cada vez mais eficazes de permitir que a inovação não atrapalhe o compliance — e vice-versa. Uma das formas de alcançar isso é através de sandbox regulatório, espaço de testes já bastante popular no Reino Unido e que promete se destacar em breve também no Brasil.

As sandboxes começaram a atrair mais interesse no país especialmente depois que o Banco Central anunciou, em julho, que pretende implementá-las por aqui ainda este ano. O Bacen está trabalhando nessa ação ao lado da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, da Comissão de Valores Mobiliários e da Superintendência de Seguros Privados.

Nesta quarta-feira (28), a Comissão de Valores Mobiliários abriu audiência pública a fim de regular o funcionamento do ambiente regulatório experimental das sandboxes. A CVM já declarou estar em busca de participantes que tragam modelos de negócio e tecnologias inovadoras como inteligência artificial, machine learning, negociação algorítmica, realidade aumentada, internet das coisas e dispositivos vestíveis.

Participar de sandbox regulatório proporciona oportunidades únicas para as fintechs e outras empresas e startups disruptivas testarem isoladamente produtos, serviços e mudanças que queiram lançar em um ambiente com regras flexibilizadas de compliance.

Para saber mais sobre as vantagens de participar de sandbox regulatório, continue a leitura.

Liberdade para inovar e explorar

Muitas vezes, em sua busca constante por inovação, as fintechs e outras startups — movidas também pela competitividade crescente e pelas exigências cada vez maiores dos clientes — encontram nas obrigações regulatórias um obstáculo para suas estratégias de negócio.

Sendo assim, participar de uma sandbox possibilita que essas organizações foquem quase que exclusivamente no aspecto disruptivo. Os requisitos regulatórios em uma sandbox são flexibilizados, o que incentiva a inovação e permite que as empresas participantes identifiquem exatamente quais são os riscos e problemas em que os produtos ou serviços sendo testados podem resultar.

Eliminação dos riscos ao relacionamento com clientes e à imagem da empresa

Quando um problema de compliance ou uma falha na segurança de uma empresa são identificados, isso não gera apenas problemas financeiros ou de risco, mas afeta também a reputação da empresa e seu relacionamento com os clientes.

Portanto, é fundamental que inovação e regulamentação caminhem lado a lado. E é também por isso que a sandbox se mostra um espaço tão importante para que tais inovações possam ser testadas livremente.

Nesse ambiente, um serviço ou produto que apresente falhas de compliance não causa nenhum impacto negativo aos clientes e nem à imagem da empresa e, em vez disso, podem ser reconfiguradas e aprimoradas até que estejam prontas para ser disponibilizadas no mercado.

É possível — e importante — realizar testes em sandbox regulatório com a participação de clientes, mas eles estarão em número reduzido em relação ao público real e cientes de estar participando de algo ainda em desenvolvimento.

Redução do time-to-market

O processo de garantir que uma solução realmente está pronta para o mercado e está alinhada com o que o cliente espera e precisa, muitas vezes, gera gastos financeiros e de tempo significativos para a empresa. Participar de uma sandbox reduz essas despesas por assegurar que o produto estará melhor preparado para o mercado ao final dos testes.

Um estudo da FCA — Financial Conduct Authority demonstrou que, com a participação em sandbox regulatório, o time-to-market pode ser reduzido em até 3 vezes. Isso acontece porque as incertezas sobre a regulamentação desencorajam o lançamento de produtos disruptivos, enquanto a sandbox deixa-os prontos para o mercado.

Aproximação entre fintechs e órgãos regulatórios

Uma sandbox não apenas permite que fintechs e startups testem e explorem a inovação, mas também que os órgãos regulatórios acompanhem de perto o trabalho dessas empresas que estão revolucionando o mercado.

Afinal, esse desafio é sentido por ambos os lados: enquanto as empresas buscam maneiras de atingir o compliance sem precisar desacelerar a inovação, os órgãos regulatórios visam o alinhamento com o contexto atual dos mercados que regulam.

Na sandbox, os órgãos regulatórios também participam ativamente, orientando as empresas participantes a resolverem os problemas de compliance de seus produtos e guiando-os para a melhor solução nesse sentido. Dessa forma, a participação é uma oportunidade de troca entre os dois lados, gerando aprendizados e insights valiosos.

Além disso, ao final do período determinado para os testes, o objetivo não é apenas definir se a solução pode ou não ir para o mercado, mas também avaliar se é necessário criar novas regulamentações ou modificar regras já existentes de acordo com as necessidades dos players e as expectativas dos clientes. Dessa forma, é aberto o caminho não só para a empresa participante da sandbox, mas também para outros players e soluções disruptivas, que já se depararão com um cenário regulatório pronto para recebê-las.

Aqui, fica evidente a importância das regtechs nesse cenário. Responsáveis justamente por fazer a ponte entre os players e os reguladores, as regtechs mostram-se cada vez mais essenciais para que a inovação possa ser alcançada sem riscos ao compliance — algo especialmente necessário para o mercado financeiro, sujeito a riscos particularmente altos. 

Sendo assim, não é à toa que os estudos sobre as sandboxes no Brasil esteja sendo liderado pelo Banco Central. Já a CVM, na abertura de sua audiência pública, declarou o objetivo de criar um comitê de sandbox composto por servidores do órgão.

O grupo deve ficar responsável por coordenar as atividades das sandboxes e até mesmo viabilizar parcerias com órgãos regulatórios estrangeiros, o que permitirá testes em âmbito internacional. Da mesma forma, organizações estrangeiras poderão testar seus produtos e serviços no Brasil dentro do ambiente de sandbox regulatório da CVM e do Bacen.

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