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5 tendências que impulsionam a necessidade de uma identificação digital

by Karina Menezes
conheça tendências de identificação digital

As dinâmicas de mercado estão em constante evolução e exigem que as empresas se preparem para acompanhar esse ritmo, tanto para atender às expectativas dos consumidores – que buscam cada vez mais segurança e agilidade – quanto para estar em compliance com novas leis e regulamentações que visam proteger a privacidade do usuário. 

Por isso, as discussões sobre a implementação da identidade digital têm se tornado frequentes. Já existente em alguns países, essa forma de identificação também abre novas frentes de negócio para as organizações, oferecendo um amplo leque de possibilidades para todas as partes envolvidas no ecossistema econômico. 

Neste texto, separamos algumas da principais tendências e necessidades que impulsionam a adoção da identidade digital pelos países: 

Vazamentos de dados têm se tornado mais frequentes

Cada vez mais comuns, os vazamentos de dados tiveram um custo médio de $3.92 milhões para as organizações no ano de 2019, segundo a IBM. A média de registros vazados por ocorrência foi de 25.575, sendo que o custo unitário por registro foi de $150. 

Os valores são preocupantes, e a falta de segurança resulta em outro problema, ainda maior: a perda de confiança do cliente, um dos quatro grandes motivos que contribuem para o aumento dos prejuízos financeiros decorrentes de um vazamento de dados. 

De acordo com a IBM, as organizações perderam – em média – $1.42 milhão com o churn de clientes, o que corresponde a 36% do valor total do prejuízo. O estudo aponta também que os vazamentos foram responsáveis por 3.9% dos turnovers de 2019 – esse valor pode ser 45% maior para empresas que tiveram 4% ou mais de turnover, quando comparadas às empresas que perderam apenas 1% de sua base de clientes.  

Privacidade e proteção de dados pessoais regulam o mercado

Os inúmeros casos de vazamentos de dados acenderam o alerta vermelho em relação à forma como as organizações estão compartilhando os dados pessoais dos seus clientes e a finalidade dessas informações, muitas vezes utilizadas para monetização. Além disso, as brechas de segurança possibilitam que crimes mais graves possam acontecer, como o roubo e a fraude de identidade, preocupando empresas, usuários e órgãos reguladores.

De um lado, os cidadãos querem ter maior propriedade e autonomia sobre suas informações. Do outro, há uma preocupação crescente em regular os dados pessoais – exemplo disso é a implementação, ainda que tardia, da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil, seguindo o modelo de outros países e regiões no mundo que adotaram normas para o tratamento de dados realizado por instituições públicas e privadas. 

Evolução constante das fraudes

As fraudes acompanham os avanços tecnológicos, isso já não é mais uma novidade. Os fraudadores têm descoberto brechas e criado novos tipos de fraude – exemplo disso é a fraude de identidade sintética, crime que mais cresce nos Estados Unidos a uma velocidade alarmante, segundo a consultoria McKinsey. 

Por lá, um esquema de produção de identidades sintéticas chegou a causar $200 milhões de prejuízo – foram utilizados 7 mil documentos falsos e 25 mil cartões de crédito. Esse tipo de fraude também causa perdas de $6 bilhões aos credores norte-americanos, anualmente, com uma perda média de $10 mil por conta. 

No Brasil, as perdas por fraude custam ao país cerca de R$223 bilhões. Desse valor, R$60 bilhões são abocanhados pela fraude de identidade. Por isso, as empresas têm buscado soluções em tecnologias mais avançadas como machine learning e inteligência artificial para combater essas infrações, trazendo mais segurança aos usuários. 

O avanço da economia compartilhada

Uber, Airbnb, Amazon, QuintoAndar – o presente é feito de soluções colaborativas, e o avanço da economia compartilhada é a prova disso. Até 2025, o setor deve alcançar a marca dos $335 bilhões, mas escalar um negócio de forma saudável dentro desse modelo depende da transparência e segurança existentes entre os usuários das plataformas. 

A crescente demanda por serviços dessa categoria torna urgente a adoção de uma identificação digital, trazendo maior grau de assertividade e segurança, além da autonomia que o documento garante aos seus portadores. 

Empresas que participam desse ecossistema também precisam pensar em formas ágeis e seguras para realizar o onboarding de seus usuários, realizando uma verificação contínua de clientes e garantindo a legitimidade da base. 

Mais biometria, menos senhas

Enquanto a procura por formas de identificação mais seguras – como a biometria – continuam em alta, as senhas devem cair em desuso. Os diversos tipos de soluções biométricas, como a facial, reconhecimento por voz e até comportamental, vêm sendo utilizadas para garantir mais fluidez e proteção no caminho que o usuário faz entre diferentes plataformas e canais. 

Já as senhas não merecem mais tanto a confiança dos consumidores, que querem se ver livres de tantos números e letras, além de não confiarem mais em processos de identificação que envolvem verificação única. Toda essa desconfiança não é por acaso: de acordo com o Verizon Data Breach Investigation Report, 80% das violações de dados envolvem senhas fracas ou roubadas. 

Por todos os motivos listados, pensar na identificação digital como uma forma de aliar inovação e segurança é essencial. Soluções mais transparentes de identidade também geram novas oportunidades de negócio, democratizando o acesso a bens e serviços. Quer saber como oferecer mais inovação para os seus clientes? Fale com a nossa equipe por meio do formulário abaixo: 

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