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Cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil

by Karina Menezes
cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil

Atualmente passando por um cenário delicado no país, o transporte rodoviário de cargas sofreu um baque severo devido ao COVID-19  — segundo informações do monitoramento diário realizado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) desde o início das restrições, ainda em março, após 4 semanas de acompanhamento a queda no volume de cargas movimentadas chegou a 43,9%. 

Recuperando-se de forma lenta e com ajuda do e-commerce, que cresceu 81% somente no mês de abril, o setor ainda enfrenta uma série de desafios que dificultam a sua expansão, passando pela falta de profissionais qualificados, estrutura precária da malha viária e perigos que envolvem o roubo e danificação de produtos. 

Entenda quais são os maiores desafios e tendências do transporte rodoviário de cargas no país, e como as empresas da área podem tornar os seus processos ainda mais seguros para evitar danos financeiros e à sua reputação. 

Os maiores desafios do transporte rodoviário de cargas

Entre os maiores desafios enfrentados por empresas de transporte rodoviário de cargas, estão: 

Altos níveis de burocracia

Diariamente, os profissionais do setor precisam lidar com diversas normas  tributárias, resultando em uma lista extensa de papeladas e registros eletrônicos necessários para que as empresas estejam atuando dentro da lei. 

Entre algumas das documentações que precisam estar sempre organizadas, estão a Nota Fiscal Eletrônica, o Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica (DANFE) e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTE). 

Um outro ponto necessário, mas que ajudou a aumentar a burocracia enfrentada pelas empresas de transporte de cargas, foi a implementação do Código Identificador das Operações de Transporte (CIOT). Esse é um código numérico único dado para cada contrato de frete, gerado a partir do cadastro da operação de transporte na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

Péssima estrutura da malha viária e restrições de circulação

Rodovias esburacadas e ausência de sinalização são apenas alguns dos problemas enfrentados pelas empresas de carga ao redor do país, dois fatores que alavancam a danificação dos produtos transportados e o risco de acidentes nas estradas. 

Segundo informações do Sindicato das Empresas de Transporte de São Paulo (SETCESP), de 1.735.621 km de rodovias brasileiras, apenas 157.309 km são pavimentados – o restante ainda não possui pavimento ou está em pavimentação.

Isso também faz com que o setor tenha que se precaver, contratando seguros obrigatórios e facultativos contra esses prejuízos. Um exemplo é o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), cuja obrigatoriedade consta no Decreto nº 61.867/67.  

Além dos desafios acima, o transporte rodoviário de cargas ainda enfrenta restrições quanto ao tamanho e peso de veículos, bem como de vias restritas para a sua circulação em determinados horários. 

 Ausência de mão de obra qualificada

Em um cenário onde as empresas anseiam por profissionais que estejam alinhados às novidades tecnológicas do setor, o problema vai mais fundo: o déficit de vagas chega a 100 mil devido a um processo de alfabetização deficiente, tornando as coisas ainda mais difíceis já que a leitura é um requisito obrigatório para a emissão da carteira de motorista

Roubos de carga

Uma das principais preocupações de empresas da área – e com razão – o roubo de cargas ganhou protagonismo no Brasil. Em 2018, segundo a NTC&Logística, foram mais de 22 mil ataques a motoristas, resultando em um prejuízo de R$ 2 bilhões. 

Estudos internacionais como o BSI & TT Club Cargo Theft 2018 também apontam o Brasil como um dos países com o maior número de ocorrências, respondendo por 90% dos roubos de carga da América Latina, com caminhões representando 88% dos casos.

 Cumprimento de regulamentações

Essa é outra dificuldade encontrada pelas empresas de transporte de carga – além da questão fiscal, elas precisam atender ao Código de Trânsito Brasileiro, por exemplo, que estabelece a obrigatoriedade da Carteira Nacional de Habilitação na categoria C para motoristas que conduzam caminhões ou outros veículos acima de 3500 kg. O artigo 754 do Código Civil também é outra norma que deve ser observada, pois determina que as mercadorias devem ser entregues ao seu destinatário. 

Com tantos desafios, quais são as tendências tecnológicas que vão ajudar as empresas do setor a serem cada vez mais seguras e eficientes? Veja a seguir! 

Tendências e oportunidades

Apesar dos desafios, o mercado de transporte de cargas tem muitas chances de crescimento à frente, possibilitadas pela adoção de novas ferramentas que otimizam toda a cadeia de entregas. Colocamos algumas delas abaixo: 

Uso de dados com inteligência

Ferramentas tecnológicas inovadoras facilitam a integração dos diferentes departamentos das empresas de transporte de carga. Isso permite que se tenha uma visão 360º de todas as áreas, ajudando a identificar pontos de melhoria e possibilitando decisões mais assertivas, que podem otimizar as operações da organização como um todo. 

Processos automatizados

A automatização invade os processos de ponta a ponta, reduzindo o tempo perdido com trabalhos manuais e que poderia ser utilizado para ações mais estratégicas, como o fortalecimento da relação com clientes e fornecedores.

Até mesmo para a identificação de motoristas existem soluções automatizadas como o OCR e o background check, utilizadas para extrair informações de documentos e validá-las em fontes públicas e privadas para que as empresas se sintam mais seguras sobre quem está fazendo o transporte da carga. 

O avanço da Inteligência Artificial e do Machine Learning

Diversas vertentes estão sendo modernizadas na cadeia de transporte de cargas, a partir do uso de tecnologias como Inteligência Artificial e Machine Learning. São soluções que otimizam a gestão de entregas, os custos de frete, identificam antecipadamente fatores que podem impactar nas entregas e até mesmo aumentam a vida útil dos veículos. 

No campo da validação de identidade dos motoristas, o machine learning pode ser utilizado em ferramentas de face match que calculam a probabilidade de correspondência entre uma selfie do profissional e uma foto do documento, oferecendo informações que dão mais segurança no momento da contratação. 

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