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Como identificar vulnerabilidades digitais e proteger o seu negócio?

by idwall
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Vulnerabilidades digitais são definidas como toda falha presente em componentes do sistema computacional, a exemplo do que é feito pelo “CVE Program” em que vulnerabilidades são: “fraquezas em lógica computacional encontradas em componentes de software e hardware que, quando exploradas, resultam em impactos negativos na confidencialidade, integridade e disponibilidade desses componentes”.

Ou seja, vulnerabilidades são falhas de projeto e/ou implementação que permitem acessos não autorizados a um sistema e ao explorá-las geram comportamento inesperado a um produto. Continue a leitura para saber como identificar essas vulnerabilidades digitais e proteger o seu negócio! 

Identificando vulnerabilidades 

A descoberta de novas vulnerabilidades digitais é algo comum em todo componente de software, seja ele executado em um smartphone, computador ou em um sistema embarcado usado para internet das coisas (IoT), possuindo dezenas, senão centenas de vulnerabilidades.

Muitas delas ainda não descobertas – as tão faladas “zero-day”, que por mais que esforços sejam feitos, a ciência e a engenharia ainda não conseguem produzir produtos sem falhas e esse é um cenário que não vai mudar tão cedo.

Vulnerabilidade de rede

A vulnerabilidade de rede pode ser definida pelas falhas que comprometem a segurança e integridade do sistema, expondo a empresa e dando liberdade para ações maliciosas como o acesso a dados confidenciais e roubo de informações estratégicas da empresa. O cuidado que se deve ter com as ações na rede são para evitar ataques como, por exemplo, de ransomware. 

O armazenamento na nuvem pode ser considerado mais seguro em um ambiente cooperativo, isso porque dispositivos de armazenamento como pendrives, HD’s, podem dar a falsa sensação de maior segurança, mas podem também trazer falhas e contaminar os equipamentos aos quais foram conectados.

Um software ou sistema operacional obsoleto é uma grande vulnerabilidade dentro de uma empresa. Seu computador ou celular armazena informações pessoais e dados sensíveis a seu respeito, então para protegê-los é preciso ter cuidado com os aplicativos e programas desconhecidos e verificar se são seguros e confiáveis

Softwares mal estruturados e desatualizados, dados internos expostos e brechas de segurança podem facilitar o  acesso a essas informações sigilosas. 

Quando pensamos em sistemas empresariais compostos de diferentes estruturas, múltiplas tecnologias e inúmeras integrações, fica fácil de compreender que o número de fraquezas existentes é elevado e que geri-las é uma tarefa difícil. É aqui que percebemos a importância da existência de um programa de Gestão de Vulnerabilidades na sua empresa.

Como se proteger contra ataques digitais?

Existem muitas formas de se proteger contra ataques de invasores e para evitá-los é importante conhecer alguns vetores possíveis.

Phishing e engenharia social

O criminoso induz uma pessoa a revelar informações sensíveis pessoais ou da empresa, esse ataque pode acontecer via e-mail, telefone ou outras formas, o criminoso pode se passar por uma instituição podendo replicar o padrão de escrita e visual para convencer a vítima e alcançar seu objetivo. 

Ransomware e paralisação de rede

É um tipo de ataque que restringe o acesso ao sistema infectado, ou seja, os dados são criptografados forçando as empresas a pagarem pelo resgate para recuperar os dados perdidos.

Trojan ou cavalo de troia

Esse malware é bem conhecido e funciona com o auxílio do usuário, ou seja, o criminoso envia um anexo, geralmente e-mails, ou downloads de fontes suspeitas, com o vírus camuflado. Uma vez com o vírus no dispositivo, o criminoso pode executar diversos ataques como roubo de dados, assumir funções do dispositivo, entre outras ações.

DDoS Attack

O principal objetivo deste ataque é sobrecarregar o servidor ou dispositivo provocando lentidão, para tornar algumas atividades indisponíveis. 

Com o grande aumento do trabalho remoto, este ataque pode se camuflar ou passar despercebido, aumentando o risco do pleno funcionamento de uma empresa.

Port Scan

É um processo que identifica se as portas ou pontos de acessos por onde ocorre a transição de informações, estão abertas ou fechadas de um, ou mais computadores.

A ferramenta não foi criada para fazer ataques, mas criminosos a utilizam para buscar vulnerabilidades, e assim que encontram alguma brecha no servidor, a exploram de diversas maneiras para concluir o golpe.

Hoje existem sistemas para implementações de prevenção de intrusão. Investir em um bom firewall, que tem o papel de aplicar as políticas de segurança em um ponto de rede, por exemplo, é fortemente recomendável.

Como tratamos vulnerabilidades na idwall

A Idwall preza pela segurança, além das recomendações para evitar possíveis ataques, temos estratégias para evitar e eliminar as vulnerabilidades digitais como, por exemplo, campanhas de conscientização sobre phishings, gestão de riscos e vulnerabilidades, e equipes capacitadas para detectar essas vulnerabilidades e corrigi-las.

Gestão de Riscos

A gestão de risco é um processo preventivo que pode manter a integridade da infraestrutura e evitar ataques futuros protegendo dados internos. A integração da tecnologia nesse processo é uma grande vantagem para diminuir riscos, desde que haja uma monitoração adequada, capacitação de boas práticas de segurança e conscientização dos perigos das vulnerabilidades digitais. 

Os benefícios provenientes dessa tecnologia são vários como sistemas de monitoramento de infraestrutura e rede, políticas de controle para acessos limitados, criptografia de dados, camadas extras de segurança como MFA, senhas complexas e outras políticas para proteção da empresa e funcionários. 

Gestão de riscos, portanto, consiste em mapear todos os pontos de possíveis ameaças à empresa como equipamentos, aplicações, redes, dados pessoais, dados não pessoais e pessoas. 

Ao identificar tudo que esteja relacionado à tecnologia da informação é possível criar procedimentos para evitar ameaças que prejudicam a empresa, analisando os riscos, avaliando o potencial de cada risco, gerenciando e remediando os possíveis incidentes para manter a integridade da segurança da informação.

Gestão de vulnerabilidades

O tratamento de vulnerabilidades digitais vai além de apenas defender ataques abertos, mas é um processo de identificação, defesa e proteção. 

O processo de Varredura

 Para obter as informações referentes às falhas é necessário estruturar um processo de “varredura”. Esse processo é feito através da execução de scans, ferramentas desenvolvidas com a finalidade de analisar um sistema em busca de vulnerabilidades conhecidas. 

Há uma infinidade de tools deste tipo no mercado, open-source ou pagas, sendo a maioria delas de uso muito específico, por exemplo, a ferramenta “Nikto” é um scanner utilizado para encontrar falhas em servidores Web, enquanto o “Gitleaks” é usado para detectar informações em repositórios git.

Independentemente das ferramentas que serão utilizadas é importante saber qual é o escopo de uso de cada uma delas, bem como ter ciência de que os resultados das varreduras podem conter falsos positivos – característica observada em sistemas comparativos desse tipo. Portanto, é necessário criar, também, um plano de ação para o tratamento dos resultados dos scans.

As fases da Gestão de Vulnerabilidades

O processo pode ser executado em quatro fases: “descobrir”, “classificar”, “remediar” e “mitigar”. Essas fases devem ser consideradas como um ciclo, seguindo a ordem descrita anteriormente, de tal forma que o processo seja repetido continuamente.

Descobrir

É a fase em que ocorre a execução das ferramentas de varredura onde todos os resultados obtidos pelos scans devem ser armazenados, até mesmo os eventos de indisponibilidade das aplicações/sistemas, tentado recolher o maior número de informações possível.

A maioria das ferramentas apresenta opções para criação de relatórios e visualização de resultados, já os classificando conforme o risco apresentado. No entanto, como geralmente os resultados são numerosos, é de se pensar em utilizar uma plataforma que auxilia a visualização das informações obtidas.

Classificar 

Apesar de muitas ferramentas de varredura já realizarem esta etapa, muitas vezes é necessário reavaliar os resultados obtidos na fase de descoberta, de maneira a classificar os riscos segundo as políticas da empresa. 

Existem soluções no mercado, como o DefectDojo, que auxiliam nessa classificação, utilizando sistemas como o CVSS, por exemplo, para tal finalidade.

Nesta fase a análise de falsos-positivos é realizada, sendo um passo primordial na manutenção da gestão e na execução das fases seguintes.

Remediar

Uma vez validados os riscos e falhas encontrados nas fases anteriores, ações de remediação são tomadas nesta fase. Perguntas do tipo “Como essa vulnerabilidade é tratada?”, “Existem patches existentes que resolvem esse problema?”, dentre outras, devem ser respondidas. 

É a fase em que o esforço para resolver ou mitigar as vulnerabilidades encontradas, deve ser mapeado.

Mitigar 

Aqui o problema é remediado, executando o que foi estabelecido nas fases anteriores. Pode acontecer de a solução executada não ser a melhor possível para aquele momento, sendo necessário a definição de novas abordagens para o problema, envolvendo o time de segurança, os owners do sistema e outros responsáveis.

Por que a execução da gestão de vulnerabilidades deve ser recorrente?

Como o objetivo principal desse processo de gestão é detectar e remediar possíveis falhas na superfície de sua empresa, e considerando o fato citado na introdução deste artigo de que é recorrente a descoberta de novas falhas de segurança, fica fácil de perceber que o ciclo deve ser realizado com frequência.

Visualização de períodos vulneráveis com a frequência de execução de um ciclo.

Se considerarmos um ciclo completo de execução, da descoberta a mitigação, como um snapshot da estrutura da empresa, qualquer vulnerabilidade que não for detectada após a execução dos scans pode deixar o sistema vulnerável por muito tempo. 

Portanto, o ciclo de gestão deve ser executado com frequência, diminuindo o tempo de exposição da superfície a novas vulnerabilidades digitais.

Segurança da informação é investimento

As vulnerabilidades digitais são ameaças que podem facilitar esses ataques para os invasores e por este motivo, todos os protocolos de segurança da informação devem ser implantados, e sempre atualizadas.

Investir em segurança é o mesmo que investir na empresa, pois uma empresa que sofre ataques cibernéticos e vazamentos de dados perde toda a credibilidade no mercado, podendo até fechar as portas.

A Idwall está em constante crescimento, o que significa também que o trabalho da equipe de segurança também cresce! Para cuidar da Gestão de Vulnerabilidades, foram criadas políticas e procedimentos que definem bem cada etapa do processo supracitado, sem falar nas inúmeras ferramentas que utilizamos para detectar e nos informar sobre as falhas encontradas. 

Além disso, sabendo do esforço que é gerir toda a nossa estrutura, criamos soluções internas que automatizam os 3 primeiros passos do processo de gestão, nos auxiliando na obtenção, visualização e tratamento dos resultados.

Gostou desse artigo? Continue acompanhando os conteúdos da série Palavra de Especialista da idwall.

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