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Telemedicina : tendências para 2022 e desafios de compliance

by mariliabafutto
telemedicina

O que começou como uma medida do Ministério da Saúde para regulamentar, otimizar e operacionalizar o enfrentamento contra a COVID-19, durante a pandemia, abriu portas e inúmeras oportunidades para o mercado de telemedicina e health techs emergir com força total no Brasil em 2020. Confira as principais tendências de telemedicina para 2022 e quais os desafios de compliance enfrentados por essas empresas no momento!

O que é a telemedicina?

A telemedicina é uma prática, legalizada, da área da saúde que consiste na realização de todo o processo de atendimento e assistência médica a distância e de forma digital, ou seja, por meio de tecnologias que possibilitem o contato com as clínicas, hospitais e pacientes, o diagnóstico, solicitação de exames e toda gestão do prontuário necessária.

Utilizando a tecnologia como ferramenta para otimizar processos da área da saúde, a exemplo da telemedicina, as health techs, startups de tecnologia que desenvolvem produtos e serviços inovadores adequados para atender o mercado da saúde de forma automatizada, vem facilitando e otimizando a disseminação da telemedicina tanto para profissionais da saúde como para pacientes.  

Qual a diferença entre telemedicina e teleconsultas?

Existem inúmeras atividades no processo de atendimento médico realizado via telemedicina como, por exemplo, o telediagnóstico, teleterapia e entre outras, sendo a teleconsulta uma delas. 

A teleconsulta é o atendimento médico realizado entre profissionais da saúde e seus pacientes, por intermédio de ferramentas digitais de comunicação como ligações telefônicas ou videoconferência. 

Quais as principais tendências para a telemedicina em 2022?

Oportunidades de negócio no mercado da saúde para telemedicina

Levando em consideração que a telemedicina vai muito além de apenas consultas realizadas por telefone ou chamadas de vídeo, inúmeras empresas a exemplo das health techs citadas acima, enxergaram nesse mercado portas abertas para o desenvolvimento de sistemas de gestão, aplicativos, marketplaces de saúde e ferramentas para automatizar o processo. 

Com o mercado da saúde aquecido frente essas oportunidades a expectativa para o ano de 2022 é que inúmeras empresas de tecnologia desenvolvam produtos e serviços para otimizar a telemedicina e todas as suas áreas de atuação desde o diagnóstico, consulta, monitoramento e entre outros. 

Gestão da saúde digital 

Sabemos que a pandemia acelerou o processo de digitalização de produtos e serviços oferecidos para os clientes em todos os segmentos do mercado. No que diz respeito à gestão e saúde, além da adesão dos profissionais da área, inúmeros hospitais e clínicas estão revendo a gestão de saúde com a telemedicina. Atualmente, 70% dessas instituições já incluem e utilizam as práticas de atividades médicas com tecnologia nos seus processos de acordo com o Panorama das Clínicas e Hospitais 2021.

A busca por recursos cada vez mais digitalizados é uma tendência que vai desde atividades operacionais rotineiras, como processos de cadastro de pacientes automatizados, prontuários eletrônicos, agendamentos de consultas online com gerenciadores de fila, prescrição eletrônica, até de gestão e organização no backoffice com análises de dados, gerenciamento de finanças e sistemas que possam interoperar entre si. 

Profissionais de saúde cada vez mais adeptos a tecnologia

A necessidade aliada a eficiência da telemedicina no Brasil desde o início da pandemia, resultou em um grande número de adeptos a esse serviço. Nesse período, dado o contexto atual, foram realizados 7,5 milhões de atendimentos médicos por mais de 52,2 mil profissionais da saúde utilizando a telemedicina, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital.  

Essa rápida adesão de pacientes, profissionais da saúde, clínicas e hospitais a telemedicina abriu inúmeras oportunidades de negócio para esse mercado. Uma pesquisa realizada com médicos brasileiros pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) revelou que dois a cada três médicos veem a telemedicina como um método eficiente para realizar consultas e atendimentos. Dentre esses profissionais entrevistados e que já utilizam os recursos oferecidos pela telemedicina, 90% tem a intenção de continuar utilizando. 

Inteligência artificial e saúde

A inteligência artificial é uma grande tendência na telemedicina e em toda a área da saúde por contribuir diretamente com a prevenção, tratamento e rapidez do atendimento de pacientes pela sua alta capacidade de processamento de dados de saúde. 

Quando aplicada no desenvolvimento desses novos produtos e serviços, novas aplicações e sistemas que estão sendo criados atualmente, por meio da análise do banco de dados no sistema pode, por exemplo, aumentar a acurácia na detecção de doenças e no tratamento de pacientes por meio de análises feitas nos prontuários médicos que permitem desde o gerenciamento rápido de uma fila de atendimento até a identificação de casos clínicos que precisam de atenção com urgência. 

A exemplo deste fato aplicado ao contexto atual do cenário de pandemia é a identificação rápida dos pacientes com casos graves de COVID-19, em um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio da inteligência artificial analisando marcadores clínicos e de exames de sangue dos pacientes que chegavam no pronto socorro.

Segurança de dados clínicos e o compliance

Na portaria divulgada pelo Ministério da Saúde, no início da pandemia em 2020, um parágrafo chama atenção para a utilização dos dados disponibilizados nas plataformas de atendimento e para a segurança dessas informações: “Parágrafo único. O atendimento de que trata o caput deverá ser efetuado diretamente entre médicos e pacientes, por meio de tecnologia da informação e comunicação que garanta a integridade, segurança e o sigilo das informações.

Com o uso de diversas tecnologias aplicadas para adaptação e execução da telemedicina no Brasil, no próprio desenvolvimento de soluções e ferramentas como softwares e sistemas de gestão, é necessário reforçar o tratamento das informações coletadas e armazenadas de acordo com a legislação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)

As sanções para empresas e instituições que desrespeitem a legislação já estão em vigor, portanto, exige-se de todo o segmento de saúde desde clínicas e hospitais até health techs, que se adequem com urgência, atualizando prontuários, emissão de laudas online e os sistemas de gestão utilizados para cadastramento de pacientes, médicos e dentre outros dados sensíveis coletados.  

Dados sensíveis de pacientes precisam ser tratados conforme é previsto na LGPD, podendo ser coletados e armazenados nos sistemas de telemedicina, apenas com consentimento e autorização dos mesmos. Com isso, uma forte tendência da telemedicina para o ano de 2022 são ferramentas e soluções que estejam em conformidade com a segurança da informação e proteção de dados sensíveis e clínicos nas plataformas e sistemas utilizados para o uso da telemedicina. 

Uma infraestrutura tecnológica de qualidade que conte com cibersegurança de ponta em todos os processos digitais de clínicas, hospitais e aplicativos de tecnologia da área da saúde e estejam em conformidade com o compliance são essenciais para o segmento, por isso, soluções que minimizem os riscos de vazamento de dados e ocorrências de fraudes nessas instituições também terão grande impacto neste ano. 

Leia também: Como evitar fraudes na telemedicina e acelerar a integração entre paciente e médico?

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