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Gestão de risco: como implementar um plano de mitigação?

by Laís Costa
Gestão de risco

O risco é um elemento presente nos negócios, como uma parte inerente do dia a dia das empresas. Porém, se essas ameaças não forem controladas, podem trazer problemas à imagem da empresa – além de perdas financeiras. Por isso, é de extrema importância que as organizações façam gestão de risco e tenham um plano de mitigação.

A partir de uma gestão de risco, as empresas podem estruturar processos de identificação, avaliação e controle para combater  possíveis ameaças que podem prejudicar o negócio – seja em questões financeiras, de responsabilidades legais, erros de gerenciamento estratégico ou acidentes. 

Nos últimos anos, um dos pontos de preocupação são os vazamentos de dados – já que segundo levantamento da Surfshark, um em cada 100 brasileiros tiveram dados vazados no final de 2021. Com isso, prevenir problemas futuros e apostar em um plano de gestão de risco se tornou prioridade dentro das empresas – tanto para preservar informações corporativas quanto pessoais. 

Leia mais e saiba o que é gestão de risco, sua importância, riscos que podem ser mitigados e soluções que podem ajudar nesse planejamento. 

O que é gestão de risco?

A gestão de risco é uma estratégia desenvolvida para que a empresa possa lidar da melhor maneira com as incertezas do negócio. A partir desse controle, é possível verificar situações que implicam em perdas e falhas que, futuramente, podem comprometer o negócio – e assim pensar em ações para mitigar que isso aconteça.

Assim, a gestão de risco trata-se de uma metodologia planejada, que orienta as decisões e determina quais recursos e soluções farão parte da estratégia para evitar esses possíveis problemas. Essas ações precisam compreender mais de uma alternativa, já que é preciso prever possíveis cenários a partir de um plano de estudo de todo o contexto.

Qual a importância da gestão de risco para a empresa?

Como falamos acima, ao implementar um plano de gestão de risco, o negócio evita perdas e se protege de futuros riscos. Ter um planejamento assim ajuda as companhias a estabelecer procedimentos para evitar ameaças em potencial e mitigar seus impactos – caso ocorra. 

Outro ponto importante é o índice de confiabilidade do negócio, pois diante desse planejamento ele também será favorecido. Uma vez que gestores entendam e saibam falar dos riscos  – e também apresentem um plano concreto que evite esse cenários – os diálogos com investidores e outros parceiros será muito mais sólido e convincente.

Quais riscos podem ser mitigados dentro da gestão?

Em cada segmento, há riscos que as empresas precisam ficar atentas e trabalhar em cima disso para evitar problemas ao negócio. Veja abaixo cada um:

Riscos fiscais: são riscos relacionados ao recolhimento de tributos e impostos – e ainda potencializados pela legislação brasileira, que apresenta leis complexas e formas de tributação específicas em cada âmbito (municipal, estadual e federal). No mais, esse tipo de risco está ligado ao não pagamento de tributos e à evasão, e, por isso, a melhor maneira de evitá-los é ter política interna clara e que cubra todos os requisitos previstos pelo fisco. 

Riscos regulatórios: são riscos que referem-se à regulamentação que envolve a empresa – seja ela internacional ou nacional. Aqui, se a companhia não certifica adequadamente seus produtos e processos junto aos órgãos reguladores, pode ocasionar outros riscos, como trabalhistas ou por fraudes e atos de corrupção. Aqui é importante ressaltar em seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que, caso não seja cumprida, pode ocasionar sanções e pesadas multas às empresas. Por isso, implantar uma política bem desenhada de compliance nesse caso é o melhor caminho para garantir a conformidade de todas as áreas da empresa.

Riscos de conformidade: semelhante aos riscos regulatórios, os riscos de conformidade estão ligados à cumprir a política de compliance da empresa, que visa atender regulamentações e normas internas e externas que impactam na rotina da companhia. Aqui os riscos podem ir de coisas simples a tópicos complexos, como documentação pendente para o funcionamento do negócio. 

Riscos cibernéticos: aqui, os riscos envolvem vazamento de dados, exposição da privacidade, invasões, sequestro de dados e apropriação de domínio. Nesse caso, a gravidade desse tipo de risco pode variar bastante de acordo com o tipo de ameaça – e todas as empresas já entenderam que é essencial  investir em segurança da informação e em outras soluções que visem a proteção de dados e identidade do usuário. 

Leia também: Indicadores de risco e fraude: o que são e por que acompanhar?

Estruturação das estratégias na gestão de risco

Um plano de mitigação de riscos envolve várias etapas e o passo a passo vai de acordo com o tipo de empresa e seu segmento. Não existe um caminho certo, mas algumas etapas são importantes para o sucesso da gestão, como:

  • Diagnóstico, em que é preciso avaliar o ambiente interno e verificar as áreas que estão mais expostas a riscos;
  • Mapeamento, que, após o diagnóstico, é hora de identificar os riscos em que cada área tem mais exposição e mapear as formas de controle;
  • Definição de níveis de prioridade, essencial para direcionar esforços e recursos com base nos riscos mapeados; 
  • Elaboração de plano de ação, que, também, podemos dizer que é a mitigação de riscos em ação. Como cada tipo de risco exige uma ação diferente, aqui vai desde a elaboração de novas normas até a realização de auditorias por diferentes áreas da empresa;
  • Prevenção e monitoramento, que, a partir do momento que o plano é colocado em prática, é preciso ter um controle preventivo que seja capaz de assegurar que tudo esteja ocorrendo bem e que, também, possa antecipar a ameaça de possíveis riscos ao negócio, auxiliando na tomada de decisão.

Quais medidas ajudam na gestão de risco?

Há várias medidas que as empresas podem aplicar no seu planejamento e mitigar riscos, mas salientamos duas que são primordiais:

1. Sempre tenha um plano B

É importante ter em mente que imprevistos acontecem e problemas podem surgir a qualquer momento. Por isso, ter um plano B é primordial para não perder tempo e ficar preso a algo que impeça o solucionamento daquele risco – além de não impactar no crescimento da empresa. 

Portanto, o planejamento é o melhor caminho. Sempre tenha uma resposta de emergência pronta – seja para decisões rápidas ou questões mais complexas. Se for o caso, reveja o projeto todo e analise se vale a pena continuar ou recalcular a rota, seja com corte de gastos ou no remanejamento de funcionários.

2. Conte com aporte tecnológico

Dependendo do tamanho e da complexidade da gestão, contar com ferramentas para o plano de mitigação pode agilizar processos. Se for esse o caminho, a empresa pode apostar em soluções que ajudem nessa análise de forma segura e imediata, já que é um investimento garantido a longo prazo.

Leia também: Palavra do Especialista | Autenticação Multifatorial: O que é e qual sua importância?

Como a idwall pode ajudar a sua empresa na gestão de risco?

Dentro da gestão de riscos, uma maneira de mitigar essas ameaças é a verificação de risco e identidade de clientes, fornecedores e parceiros – o que também são essenciais para atender as normas dentro da governança de compliance. A idwall conta com soluções que podem auxiliar nessa etapa. São elas: 

Background Check

A solução de background check visa checar os dados informados no momento do cadastro ou onboarding de clientes, parceiros ou até colaboradores da empresa. A ferramenta realiza buscas em fontes públicas e privadas a fim de encontrar as informações correspondentes ao usuário e analisar a veracidade dos dados.

OCR

A tecnologia tem o objetivo de capturar as informações dos documentos da pessoa ou empresa de maneira automatizada, evitando assim que a pessoa preencha longos questionários e corra o risco de colocar algum dado errado. Além de reduzir os erros, o OCR otimiza tempo do cadastro, dando agilidade aos usuários e empresas.

Face Match

O Face Match é uma solução que realiza o reconhecimento facial utilizando a tecnologia de biometria facial, para comparar a foto enviada pelo usuário com o documento de identificação digitalizado, avaliando se as características únicas do usuário pertencem a mesma pessoa. Com as fotos no sistema, os algoritmos buscam a detecção facial nas imagens verificando se os rostos são condizentes e se as características únicas da pessoa são semelhantes. 

A idwall ainda conta com outras soluções que podem potencializar a gestão de risco do seu negócio e ajudar na gestão de compliance, auxiliando que sua empresa siga todas as normas estabelecidas e, também, ajude no dia a dia como forma de mitigar possíveis problemas. Preencha o formulário abaixo e fale com um de nossos especialistas.

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