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Gestão de segurança da informação e proteção de dados: o que esperar para 2022?

by Laís Costa
gestão de segurança da informação

A aceleração da transformação digital nos mais variados setores fez com que a gestão da segurança da informação passasse de opção para uma preocupação central entre líderes e presidentes de diferentes empresas. 

Segundo projeção da pesquisa do Gartner, Inc., em 2023, cerca de 65% da população mundial terá seus dados pessoais protegidos por algum tipo de regulamentação de privacidade digital – como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Isso indica um grande crescimento quando comparamos com os dados dos dias de hoje, em que cerca de 10% da população está protegida no mundo online devido alguma lei ou norma.

A pandemia e as medidas de isolamento social tornou a população mais digital e com rotinas totalmente online. Essa mudança de comportamento trouxe muitas oportunidades até então não desbravadas – principalmente para ataques cibernéticos. Phishers, hackers e criminosos cibernéticos descobriram diferentes brechas para vazarem dados e atacarem sistemas. 

Ao mesmo tempo, a cibersegurança e a proteção de dados vão se desenvolvendo na mesma velocidade, a fim de oferecer aos usuários novas soluções e dispositivos que visam barras essas ameaças. 

Será que a sua empresa está atenta aos principais pontos de atenção da gestão de segurança da informação para 2022? Separamos alguns temas que as companhias devem ficar de olho para evitar possíveis ataques e vazamento de dados. Continue a leitura abaixo!

Quais serão as tendências na gestão de segurança da informação e proteção de dados em 2022? 

Adequação à LGPD

A LGPD foi sancionada em agosto de 2020, mas somente no ano seguinte é que as penalidades – como multas de até R$ 50 milhões ou de percentuais do faturamento para determinadas infrações  – começaram a ser aplicadas pelas autoridades governamentais nas empresas que estavam descumprindo as normas. 

Em 2021, o conjunto de normas foi um grande marco e em 2022 a Lei Geral de Proteção de Dados continuará entre as principais tendências quando o assunto é gestão e segurança da informação e proteção de dados. 

Ao longo desse ano, teremos, de fato, a consolidação da lei e cada vez mais ela será aplicada na prática. Conforme levantamento realizado pelo RD Station em conjunto com a Manar Soluções em Pesquisa e Eduardo Dorfmann Aranovich e Cia Advogados, muitas empresas brasileiras ainda não estão trabalhando dentro das normas. 

De acordo com os dados, cerca de 77% das companhias ainda estão atrasadas com o processo de adequação à lei e 22% das empresas nacionais não adotaram nenhum tipo de medida de segurança relativa às informações pessoais dos clientes – o que é preocupante, já que o maior objetivo do da lei é é estabelecer normas para os negócios que guardam, usam e compartilham dados de clientes ou funcionários, seja online ou offline.

A LGPD garante que o cidadão dê o seu consentimento às empresas sobre quais dados pessoais dele poderão ser usados e como poderão ser empregados – ou até que sejam deletados. Por isso, é fundamental que as companhias entrem dentro das normas estabelecidas, garantindo a proteção de dados pessoais dos seus clientes e, também, a reputação da sua empresa quando falamos de gestão da segurança da informação e confiabilidade perante o mercado. 

Leia também: Adote as melhores práticas de segurança da informação

Cálculo de Melhoria de Privacidade

Cada vez mais as empresas estão atentas à prevenção contra invasões e vazamento de dados, já que as consequências com incidentes desse tipo são quase irreversíveis – podendo arruinar a imagem e reputação da companhia a longo prazo. 

Assim, é essencial investir na atualização de boas práticas na gestão da segurança da informação, como o Cálculo de Melhoria da Privacidade – ou Privacy-Enhancing Computations (PEC, em inglês). Essa tendência vem sendo adotada por muitas companhias e, a previsão conforme relatório da Gartner, Inc., é que, até 2025, 50% das organizações devem adotar a PEC para o processamento de dados em ambientes não confiáveis e análise de dados multipartes.

O Cálculo de Melhoria da Privacidade atua nas melhorias da legislação internacional de privacidade e proteção de dados e, também, ajuda na proteção de informações confidenciais, pessoais, dos softwares e dos hardwares. Para isso, a medida faz o tratamento dos dados mantendo a confidencialidade e a privacidade das informações, e pode ser aplicada em sistemas de rede tradicionais ou em nuvem pública se for um ambiente confiável. 

A mesma análise ainda aponta que a PEC conta com três tipos de tecnologias que protegem as informações enquanto estão sendo usados para permitir o processamento e análise de dados seguros:

• A primeira tecnologia oferece um ambiente confiável, no qual os dados confidenciais podem ser processados ou analisados. Inclui terceiros confiáveis e ambientes de execução confiáveis de hardware – também chamados de computação confidencial.

• Já a segunda, executa o processamento e a análise de maneira descentralizada. Essa tecnologia conta com machine learning para reconhecimento de privacidade.

• Por fim, a terceira transforma dados e algoritmos antes do processamento ou análise. Oferece privacidade diferencial, criptografia homomórfica, computação multipartidária segura, zero knowledge proof, interseção de conjuntos privados e recuperação de informações privadas.

Essas três tecnologias oferecem garantias específicas de sigilo e privacidade e, se for o caso, algumas podem ser combinadas para maior eficiência.

Leia também: Empresas com pior segurança têm 40 vezes mais chances de sofrer ataque de ransomware

Melhorias na visibilidade e inteligência de ameaças

Um dos grandes desafios dentro das organizações é consolidar capacidade operacional para gerar confiança e postura defensiva de resposta rápida a ameaças externas. Por isso, a visibilidade e inteligência de ameaças se tornam uma tendência dentro da gestão de segurança da informação e proteção de dados em 2022. A partir de modelos de detecção relacionados à visibilidade de riscos de segurança, as companhias conseguem ver ataques complexos e pontos vulneráveis com mais clareza e facilidade.

Com isso, as equipes conseguem priorizar os alertas de ameaças através de plataformas que atuam na detecção e resposta, e assim fornecendo mais contexto e menos ruídos para solucionar de maneira rápida as principais ameaças.

Apostar em melhorias de visibilidade e na inteligência de ameaças será uma das grandes tendências de proteção de dados em 2022. Esse módulo permitirá que as organizações tenham seus sistemas de segurança operando em níveis mais especializados, analisando rapidamente incidentes e identificando padrões críticos da ameaça. 

Conscientização do Usuário

Não basta somente adotar medidas que visam o aumento da segurança e na proteção dos clientes – é preciso conscientizar os usuários para que ele possa detectar os perigos a que seus dados podem estar expostos. Muitas pessoas não são familiarizadas com assuntos relacionados a ataques cibernéticos, e, por isso, é importante conscientizar o público para prevenir esses tipos de ataques.

É importante que as companhias encontrem um ponto de equilíbrio entre a gestão da segurança da informação e a privacidade. Os ataques cibernéticos tornaram as organizações empresariais vulneráveis, e por isso, as empresas precisam contar com métodos e soluções que visam a proteção de seus clientes, funcionários e parceiros. 

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