A 4ª fase do Open Banking no Brasil chega na etapa final, e desde 31 de maio, todos os usuários de instituições financeiras podem ter seus dados compartilhados entre os bancos e são eles: operações de câmbio, seguros, previdência entre bancos, cooperativas, investimentos entre outros. Porém, é importante saber que esse compartilhamento só é realizado quando o cliente autoriza.
A operacionalização desses dados faz parte da segunda etapa da fase 4, em que todas as instituições apresentaram ao Banco Central, BC, a tecnologia que permite essa operação. E nessa última fase, aconteceu a transição do Open Finance, que expande esse compartilhamento de dados além do ambiente bancário.
Acompanhe para saber mais sobre o compartilhamento de dados que promete ser uma transformação para a população e para as instituições financeiras.
O que você vai conferir:
Quando iniciou o Open Banking no Brasil?
Com início em fevereiro de 2021 e com um cronograma que a princípio estava preparado para efetuar todas as fases no final do mesmo ano, nas primeiras três etapas o foco foi no compartilhamento de dados bancários entre os usuários e as instituições financeiras.
Nessa última etapa, esse compartilhamento vai permitir não só dados do próprio banco, mas tudo que é relacionado a finanças pessoais, como: investimentos, dados de seguros, previdência privada e outras informações que podem ajudar a melhorar a oferta para o cliente e melhor controle do BC.
Confira o calendário completo
O planejamento de lançamento das fases do Open Banking foi feito pelo Banco Central, e a implementação foi realizada de forma gradual. Veja abaixo todos os detalhes:
- 15/12/21: Todas as instituições participantes deram início ao processo de certificação funcional das APIs dos produtos e serviços que serão compartilhados;
- Após as certificações, se iniciou o registro no Diretório de Participantes das APIs relativas a produtos e serviços que deve ocorrer até as datas limites:
- 04/03/22 – Seguros, previdência complementar aberta e capitalização;
- 11/03/22 – Serviços de credenciamento em arranjos de pagamento;
- 18/03/22 – Operações de câmbio;
- 25/03/22 – Contas de depósito a prazo e outros produtos com natureza de investimento.
O que vai mudar com o Open Banking?
De acordo com o Banco Central, desde o final de maio os clientes vão começar a receber as ofertas financeiras personalizadas de acordo com o perfil e os dados que foram compartilhados e assim, receber produtos e serviços que façam sentido de acordo com o hábito de consumo diário e mensal.
O Open Banking vai trazer mais competitividade entre as empresas, e com o cliente sabendo exatamente o que precisa, pode fazer com que as ofertas de novos serviços e melhoria nos atuais sejam destaques.
Por isso, as empresas devem ampliar a oferta de produtos e sempre priorizar um bom atendimento e análise de cada perfil individualmente. Produtos como: cartões de crédito, parcelas mais atrativas de financiamento, investimentos em imóveis ou veículos, seguros e benefícios mais atraentes em contas, são algumas das maneiras de fidelizar e garantir a permanência de um cliente.
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Como funciona o Open Banking para o cliente?
Primeiro é preciso saber que a adesão do Open Finance/Open Banking só é feita a partir da autorização do consumidor, que precisa entrar em contato com a instituição financeira e fazer o pedido.
No momento do consentimento, o cliente destaca quais são os dados que deseja compartilhar e com quais instituições as informações serão compartilhadas. Essa garantia é feita pelo Banco Central, que protege os dados e não permite que instituições financeiras que não tenham autorização acessem esses dados.
Todo esse crescimento no mercado financeiro exige que as empresas atuem de uma forma mais cautelosa, e por isso, é preciso investir em processos de cadastro mais seguro para todos os clientes. A idwall possui um portfólio completo com soluções que ajudam na validação de identidade e no combate à fraude. Preencha o formulário abaixo e converse com um de nossos especialistas: