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Como a pandemia acelerou o uso da identidade digital?

by Laís Costa
identidade digital

Devido às medidas de isolamento, a pandemia de Covid-19 acelerou a transformação digital em diferentes esferas. Segundo estudo global feito pela consultoria McKinsey, no último ano, muitas empresas ao redor do mundo viram-se obrigadas a implementar o home office em uma velocidade 40 vezes mais rápida do que imaginavam que poderia ser possível. Além disso, em “tempos normais”, conforme o levantamento, levaria mais um ano para esse modelo de trabalho ser concluído – sendo que em 2020 muitas companhias levaram 11 dias para se adequar.

E não foi só no mercado de trabalho que a aceleração digital provocada pela pandemia trouxe mudanças: em meio à crise, muitas pessoas adotaram a identidade digital para agilizar processos e evitar o uso do documento físico. Isso fez com que muitos serviços se adequassem a essa nova realidade para adaptar seus produtos conforme às novas necessidades de seus clientes.

Nesse post, falaremos sobre o que é identidade digital, seu futuro no Brasil e como o uso da identidade digital impacta no relacionamento com seus clientes. Continue a leitura abaixo!

O que é identidade digital?

A proposta da identidade digital é simples: a solução tem por objetivo estabelecer uma identidade única para cada indivíduo, reunindo de forma simples, segura e automatizada todas as informações de cadastro relevantes de uma pessoa, como o Registro Geral (RG), o Cadastro de Pessoas Física (CPF), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), entre outros documentos importantes. 

Como a identidade digital centraliza todas as informações sobre um cidadão em um só lugar, a segurança de dados torna-se ainda mais importante, já que ela é capaz de criar um panorama completo sobre um indivíduo  – ainda mais em um momento em que tudo é, praticamente, feito online. 

Existem normas e novas regulamentações ao redor do mundo sobre identidade digital, como a eIDAS (Electronic Identification, Authentication and Trust Services — Identificação Eletrônica, Autenticação e Serviços de Confiança), estabelecida pela União Europeia em julho de 2016 e que simplifica e padroniza as IDs e as Assinaturas Digitais.

Aqui no Brasil, leis como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) afetam diretamente a implementação e o uso da identidade digital ao estabelecer normas para o armazenamento e o uso de dados pessoais por parte das empresas. Mas como está o processo de implantação da identidade digital perante os órgãos públicos?

Leia também: 5 tendências de identidade digital que você precisa saber

O futuro da identidade digital no Brasil

O sistema de Identificação Civil Nacional (ICN) foi feito antes da aprovação da LGPD e, após a sua vigência, a Lei 13.444/2017 – que cria a ICN com o objetivo de identificar o brasileiro em suas relações com a sociedade e com os órgãos e entidades governamentais e privados – teve seu texto alterado somente em 2021, quando o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional um projeto  que altera o texto da Lei, a fim de acelerar o projeto de identidade digital no Brasil.

A ICN é uma tentativa para unificar as diversas bases de dados de identificação existentes no país e, assim, modernizar a coordenação de emissão de identidades, combater a duplicidade de identidades e fraudes e promover a inclusão social e a transformação digital. Assim, eventuais avanços na implementação de um modelo único de identidade digital é extremamente positivo. Todo esse movimento vem de encontro, também, à digitalização de serviços que aconteceu por conta da pandemia, que mudou a relação cliente x empresas e agilizou o dia a dia em diferentes aspectos. 

Leia também: Identidade e documento: qual a diferença?

Como a identidade digital impacta no relacionamento com seus clientes?

Como já falamos no início do post, a identidade digital agiliza e facilita os processos de diferentes serviços – além de abrir portas para novas possibilidades. Abaixo listamos três pontos que sua empresa precisa ficar atenta com foco no cliente e para estar adequada à lei. 

Agilidade e mobilidade

Não adianta investir no uso da identidade digital se os processos na sua empresa, como cadastro, abertura de conta, solicitação de crédito, entre outros – continuam sendo realizados de forma tradicional. O uso da identidade digital e dos serviços relacionados a ela acontece majoritariamente por dispositivos móveis – e, por isso, é preciso se adaptar.

Segundo pesquisa TIC Domicílios, em 2019, cerca de 58% dos brasileiros acessaram a internet exclusivamente pelo telefone celular. Empresas como a Google não pensam mais em mobile-first (design para o mobile antes de considerar outros meios), mas sim em mobile-only – em que consideram dispositivos móveis como a única forma de acesso à internet. 

Por isso, identidade digital é importante pensando nessa nova demanda do mercado, já que tanto o usuário quanto a empresa precisam de processos mais dinâmicos, ágeis e agradáveis.

Contribuição para uma sociedade digital

A identidade digital faz parte de um trend global relacionado à criação de uma sociedade verdadeiramente digital – sendo o principal case o projeto Aadhaar, identidade digital nacional indiana implementado na Índia em 2010. 

O avanço da tecnologia está cada vez mais conectado ao ambiente urbano e global, trazendo consistência, segurança e inovações para a relação entre as comunidades, as autoridades públicas e cada indivíduo. Além disso, uma sociedade digital abre novos caminhos para melhorias e criação de novos produtos e serviços, tornando a vida do seu cliente mais eficiente no dia a dia. 

Por isso, a identidade digital é parte fundamental de como os indivíduos conectam cada âmbito de suas vidas, criando oportunidades únicas para a criatividade e a disrupção.

Ampliação dos serviços oferecidos

Pessoas jurídicas já podem abrir contas bancárias pela internet devido ao avanço das regulamentações desse tipo de serviço e do avanço de tecnologias antifraude, entre outros quesitos. 

Serviços mais complexos e sofisticados disponíveis no internet banking, como solicitação de crédito, por exemplo, também são consequências do aprimoramento da verificação de identidade e das soluções antifraude adotadas pelas instituições bancárias. 

Mesmo que a identidade digital e o acesso aos serviços exigem que o cliente tenha que compartilhar mais dados, o mesmo enxerga isso como algo vantajoso – desde que perceba os diferenciais consequentes, como agilidade e personalização nos serviços e produtos ofertados. Por isso, é fundamental garantir que os dados pessoais de cada cliente estarão mantidos em segurança e privacidade – e que jamais serão usados para outros fins ou por terceiros sem o devido consentimento do indivíduo.

Para mudar a forma com que você se relaciona com os clientes, conte com a idwall. O MeuID, é a primeira identidade digital do Brasil e reúne e valida em um único app em um único espaço todos os dados de um indivíduo – além de dar ao usuário o poder de suas próprias informações. 

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