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Lava Jato: doleiros abriram contas falsas para lavar dinheiro. Saiba como proteger seu banco!

by Mariana González
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As investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato identificaram como atuaram os doleiros que colaboraram com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e com a construtora Odebrecht. Foi descoberto que o grupo de doleiros abriu contas nos bancos Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal em nome de empresas de fachada, usando-as então para lavar dinheiro e pagar propinas.

Assim, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que conduziu essas investigações da Lava Jato, acredita que as instituições financeiras citadas — que são quatro das principais do país — falharam no controle de crimes praticados com o auxílio de seus serviços.

Os doleiros utilizavam essas contas bancárias como entreposto para o dinheiro advindo dos esquemas de pagamento de propina dos quais participavam. Uma conta aberta para uma companhia inexistente ficaria apta, por exemplo, a receber depósitos sem que o real dono desses valores fosse identificado. Além disso, o dinheiro depositado ali poderia ser usado para efetivar pagamentos sem que o destino da quantia fosse relevado.

Os bancos não serão condenados como envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro, já que não foram agentes atuantes e, sim, meios utilizados ilegalmente pelos doleiros. Entretanto, a situação pode ser vista como um alerta para a importância do compliance.

Processos fortes e automatizados de KYC (Know Your Customer) são fundamentais para evitar esses e outros riscos de compliance em sua instituição bancária. Portanto, continue a leitura para entender o caso e saber como a automação contribui nesse sentido.

Entenda o caso

Segundo a investigação da Lava Jato conduzida pelo MPF-RJ, pelo menos sete empresas de fachada renderam um total de 15 contas bancárias abertas em seus nomes pelo grupo de doleiros — que já havia sido alvo de fases anteriores da operação.

A descoberta fez com que na terça-feira, 28 de maio, dois gerentes do Bradesco, Tânia Maria Aragão de Souza Fonseca e Robson Luiz Cunha Silva, tenham sido alvo de prisão temporária. Ambos são suspeitos de receber uma mesada do grupo de doleiros em troca de colaboração para a abertura das contas ilícitas no banco.

Processos de KYC ajudam a identificar esses riscos

Qualquer banco está sujeito a tornar-se alvo de criminosos e, se suas soluções antifraude e anticrime não forem eficazes, sua empresa pode ser prejudicada.

O procurador da República Eduardo El Hage, que coordena a Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, considera que o sistema de controle de crimes adotado pelas instituições bancárias mostrou-se falho ao não identificar as irregularidades em um número tão alto de contas em que quantias tão significativas eram movimentadas.

As regras internacionais de combate à lavagem de dinheiro e de Know Your Customer (KYC) obrigam as instituições bancárias a conhecerem seus clientes, a saberem as fontes de recursos e a monitorarem transações suspeitas. Entretanto, muitas empresas ainda contam com processos manuais e lentos, o que abre espaço para riscos e falhas que podem trazer prejuízos financeiros e à reputação do seu banco.

Sendo assim, é fundamental investir em tecnologias e soluções inovadoras para fortalecer seus processos de compliance em KYC e, assim, proteger sua instituição. Ferramentas de automação e que contem com recursos de inteligência artificial, além de garantirem a conformidade, ainda trazem mais agilidade para os processos.

O resultado é que, enquanto os indivíduos e empresas não-idôneas ficam de fora do seu banco, usuários aptos a serem clientes podem ser aprovados mais rapidamente. Seus processos de KYC e de AML podem ser reforçados, por exemplo, com soluções de biometria, de validação de dados, de OCR de documentos  e de Background Check. Dessa forma, você protege o seu banco de fraudadores e criminosos e garante seus compliances.

Outra forma de fortalecer a segurança do negócio é validar seus clientes de forma contínua. Dessa maneira, além de recusar clientes inadequados no momento do cadastro, é possível também identificar possíveis riscos em transações ou solicitações de crédito de quantias significativas, que podem ser comuns em casos que vão contra as normas de KYC e AML.

A idwall pode ajudar seu banco nessa missão. Quer saber como? Entre em contato pelo formulário abaixo e converse com um de nossos especialistas:

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