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Pagamentos via Pix: quais as novidades para 2022?

by Laís Costa
Pagamentos via Pix

Pagamentos via Pix já se consolidou como uma das transações mais usadas pelos brasileiros. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil (Bacen), até outubro de 2021, o Pix teve mais de 348 milhões de chaves cadastradas e mais de 1.6 bilhão de transações em seu primeiro ano de implementação – além de movimentar quase R$4 trilhões em transferências.

O sucesso dos pagamentos via Pix explica-se por vários fatores, como ser um sistema que funciona por 24 horas todos os dias e, também, possibilitar transações entre quaisquer bancos – seja de banco para fintech, de fintech para instituição de pagamento e entre outros fluxos. Além disso, tem o fator da instantaneidade, já que o dinheiro cai na mesma hora que a operação é finalizada e sem custo para pessoas físicas. Já pessoas jurídicas, possuem um custo muito baixo por transação. 

Desde o início da sua implementação, o Bacen tem adicionado novas funcionalidades ao Pix, a fim de ampliar ainda mais o acesso ao sistema. Em 2021, por exemplo, algumas funções foram liberadas ao público, como o Pix Saque – que permite fazer retiradas de dinheiro em qualquer ponto que ofereça o serviço – e o Pix Troco, em que ao realizar uma compra, o consumidor faz um Pix de valor superior e recebe a diferença em espécie. 

Para 2022, o Bacen já adiantou alguns updates que o Pix terá ao longo do ano. Continue a leitura e saiba quais serão as novidades em pagamentos via Pix. 

Leia também: Tecnologia bancária: tendências e desafios de segurança para 2022

Novos recursos em pagamentos via Pix

Conforme informado pelo Bacen, cerca de 40 milhões de pessoas no país realizaram sua primeira transação bancária via Pix, e, 14 milhões de brasileiros abriram uma conta bancária pela primeira vez durante a pandemia de Covid-19 em 2020. Esse último dado pode ter sido um fator importante para o crescimento dos pagamentos via Pix terem aumentado no período, tendo em vista as medidas impostas de distanciamento social. 

Mas quais recursos chegarão ainda esse ano que podem facilitar o dia a dia do usuário? 

  1. Pix garantindo: essa funcionalidade permitirá que os pagamentos via Pix sejam parcelados e agendados através do sistema
  2. Pix aproximação: nessa função, o usuário terá a possibilidade de realizar pagamentos via Pix ao aproximar o seu smartphone na máquina de cartão. 
  3. Pix débito automático: aqui, contas de consumo, como água, luz e telefone, poderão ser programas para pagamento automático com Pix.
  4. Pix internacional: o Bacen já está em tratativa com alguns países, como Inglaterra e Itália, para liberar transferências internacionais instantâneas via Pix, mas ainda não há data definida para liberarem essa funcionalidade. 

Além desses recursos, outro ponto para ficar de olho nesse ano é as medidas de segurança para evitar possíveis problemas ao realizar pagamentos via Pix.

Leia também: Como os fraudadores estão usando o Pix?

Medidas de segurança em pagamento via Pix

Ao mesmo tempo que a adesão ao Pix cresceu entre a população devido às suas facilidade, aumentou também a quantidade de fraudes, golpes e crimes que envolvem o sistema de pagamento. 

O Pix é seguro e conta com várias camadas de proteção – como mecanismos antifraude, camadas de autenticação e criptografia. Porém, conforme a tecnologia vai se aprimorando, as tentativas de golpe também. Por isso, o Bacen adotou novas medidas de segurança que mitiguem os riscos de fraudes e outros crimes, como: 

Limite de transação para pagamentos via Pix

Em operações realizadas entre pessoas físicas (incluindo MEIs), o valor limite de transação no período noturno – das 20h às 06h – passa a ser de até R$1 mil.

Prazo mínimo para aumento de limites

Agora, o prazo mínimo para ajuste de limites é de 24 horas, e o máximo vai para 48 horas através de canal digital. Essa mudança impede o aumento imediato em situação de risco. 

Limites específicos por período do dia

Os usuários podem estabelecer limites transacionais diferentes no Pix tanto no período diurno quanto no noturno, estabelecendo limites menores à noite. 

Bloqueio cautelar

A partir dessa medida, a instituição financeira em que a pessoa física tem conta, poderá bloquear previamente os recursos por até 72 horas caso haja suspeita de fraude. O objetivo do bloqueio cautelar é aumentar as chances do usuário pagador que foi vítima de um golpe ou crime conseguir recuperar o dinheiro.  Quando o bloqueio cautelar é acionado, o recebedor que teve os recursos bloqueados preventivamente é comunicado de imediato.

Notificação de infração 

Aqui, torna-se obrigatório a notificação de infração – funcionalidade que, até então, era opcional às instituições. A partir disso, os usuários do Pix podem marcar uma chave no CPF ou CNPJ do usuário e no número da conta quando há suspeita de fraude. A partir dessa marcação, essas informações serão compartilhadas com outras instituições sempre que uma chave Pix for consultada, ajudando na prevenção de novas fraudes.

Uso de dados para prevenção à fraude

Em breve, será criada uma funcionalidade que permitirá consultar informações vinculadas a determinada chave Pix para fins de segurança. Assim, será possível checar se determinado usuário tem notificação de fraudes vinculada à chave.

Todas essas mudanças são importantes para proteger os dados dos usuários e oferecer mais proteção ao usar o Pix. Porém, somente essas medidas não são suficientes para impedir que fraudadores cometam crimes em seus sistemas. Por isso, é essencial aumentar a segurança nos processos de cadastro para impedir que o ambiente da sua empresa sofra golpes. 

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