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Fintechs brasileiras chegam a 1.289 no primeiro trimestre de 2022, segundo a Distrito

by Laís Costa
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As fintechs brasileiras receberam US$1,12 bilhões de investimentos nesse primeiro trimestre de 2022 conforme relatório feito pela Distrito. O estudo, que mapeou cerca de 1289 fintechs, aponta que – mesmo com sinais de desaceleração – esse ano será tão bom quanto 2021, mas sem recordes. 

Neste cenário, das 1289 fintechs analisadas, boa parte são de crédito (225, ou 17,5%). Na sequência, há, tecnicamente, um empate entre as de meios de pagamento (185, ou 14,4%) e as de backoffice (183, ou 14,2%). Já as fintechs de criptomoedas vem crescendo rapidamente e já somam 88 (6,8%).

A idwall também está presente nesse report, dentro da categoria Risco e Compliance devido às soluções que oferecemos com foco em gestão de Compliance e antifraude. 

Abaixo, destacamos três pontos para entender mais sobre o cenário atual das fintechs no país conforme insights do report. Continue a leitura!

Fintechs B2B são a maioria entre as soluções mapeadas

Fintechs que oferecem soluções voltadas ao mercado B2B representam mais da metade das startups do ecossistema do setor financeiro no Brasil, conforme análise da Distrito. Dentro do universo estudado, cerca de 695 empresas atendem essa frente – o que representa 53,9% das fintechs analisadas e, além disso, um resultado maior e mais representativo quando comparado ao número registrado em 2021.

Já as fintechs que atendem exclusivamente o B2C – no caso, o consumidor final – continuam sendo o segundo segmento mais comum, o que representa ¼ das fintechs. Já as startups que atendem ambos segmentos – o que conhecemos como B2B2C – significa 5% das fintechs analisadas.

Saiba mais: Gestão de risco: como implementar um plano de mitigação?

Volume recorde de investimento global em fintechs

Só no ano passado, o investimento de Venture Capital foi capaz de superar a soma de investimento de VCs, Private Equities e M&MAs de 2020 – o que mostra o super aquecimento do setor ao redor do mundo. 

O grande destaque foi o continente americano, que foi o local em que mais houve aportes e movimentou a maior quantidade de capital. Os destaques da região são relacionados a meios de pagamento e neo bancos (instituições financeiras que existem somente no digital) – além de uma crescente no cenário de cripto. 

Na região da EMEA (Europa, Oriente Médio e África), além das soluções de pagamento e bancos digitais, foi visto um aquecimento em startups de seguro e de soluções integradas, como Bank as a Service.

Já na Ásia Pacífico,  o destaque foi relacionado a soluções integradas e de BaaS e fintechs buscando agregar valor a seus dados, além do setor financeiro. 

Quais as novidades que vem por aí para o setor? 

Aprimoração das regras prudenciais para fintechs

A principal mudança, anunciada em março pelo Banco Central do Brasil, é a mudança das normas às fintechs, em que as regras prudenciais foram aprimoradas para as instituições de pagamento. Com isso, o conjunto de normas estende aos conglomerados financeiros liderados por IPs a proporcionalidade das exigências regulatórias já existentes para conglomerados de instituições financeiras (IFs).

Esse pacote de medidas atinge as fintechs que tiveram forte crescimento no país nos últimos anos, além de preservar a entrada facilitada para novos concorrentes no segmento, visando aumentar a concorrência no sistema e a inclusão financeira da população. 

Todas essas mudanças estão previstas para entrar em vigor a partir de janeiro de 2023 e, até janeiro de 2025, a implementação terá sido realizada por completo.

Fintechs no mercado de criptomoedas

Além do crescente investimento em fintechs do segmento, há uma mobilização entre o Congresso, o Bacen e a CVM para aprovar o substitutivo que regulamenta o marco regulatório para operações com criptomoedas. 

Desde março, prestadoras de serviços de ativos virtuais somente poderão funcionar no país mediante prévia autorização do Bacen ou de outra cidade da administração pública indicada em ato do Poder Executivo. Outro ponto também é a  iniciativa de Central Bank Digital Currency (CBDC) brasileira – conhecida como Real Digital, que deve estimular ainda mais o crescimento do segmento de mercado de ativos digitais no Brasil.

Open Finance e Open Insurance

Com o avanço do conceito de finanças abertas (open finance) , a disputa dentro do segmento bancário deve ficar mais acirrada, já que a tendência é oferecer ao cliente final serviços cada vez mais personalizados. Além disso, o open finance é um caminho para a criação de novas instituições, novas rodadas de investimentos em fintechs e que cada vez mais meios de pagamento se fundem dentro de outras plataformas.

Embedded Finance e novos nichos

Nesse caminho, diversos negócios começaram a vislumbrar oportunidades no mercado financeiro e bancário. Empresas do varejo, por exemplo, começaram a oferecer aos seus clientes serviços financeiros – desde Buy Now Pay Later (BNPL) até contas digitais. 

Outra movimentação dessas mesmas empresas é a criação de suas próprias fintechs, para não só agregar serviços financeiros às suas atividades-fim, mas também para ganhar um novo público – em especial, a Geração Z, que é um nicho mais conectado e propenso a utilizar serviços financeiros digitais.

Esse último ponto nos leva a tendência de atuação em nichos – tanto que Agrotechs e outras frentes estão crescendo e mostrando que é um movimento que veio para ficar e se estender a outros setores da economia. 

Saiba mais: Embedded Finance: entenda a tendência que transforma empresas em bancos

Todo esse crescimento e mudanças dentro das fintechs, exigem que as empresas atuem de forma ainda mais cautelosa, sempre investindo em processos de cadastro mais seguros aos seus usuários. A idwall possui um portfólio com soluções que ajudam na validação de identidade, no combate à fraude e também no gerenciamento dos riscos dentro do seu negócio. Preencha o formulário abaixo e converse com um de nossos especialistas: 

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